A palavra vem do grego biblíon (papel de escrever, carta, lousa, tábua de escrever, livro) + tēkē (caixa, depósito). Chegou ao português através do latim bibliotheca, com o sentido de “lugar em que se guardam livros”. Até o século XIX, as poucas bibliotecas existentes no Brasil, também chamadas de livrarias, eram privadas e pertenciam aos membros das elites e àqueles que, por força do seu ofício, deles faziam uso: padres, advogados, médicos, donos de terras e lavras, contadores, comerciantes e funcionários públicos. A educação acontecia nos colégios religiosos. Era privada, cara e inacessível para a grande maioria da população livre, além de inexistente para mulheres (proibidas de aprender a ler) e para os escravizados. A quase totalidade da população colonial era analfabeta.