O acervo museológico do Museu da Língua Portuguesa reúne itens de referência e objetos sob a guarda da instituição, compondo um conjunto que reflete a diversidade de relações entre a língua portuguesa, história e cultura. Fazem parte desse acervo obras audiovisuais, iconográficas, sonoras, textuais e tridimensionais que documentam e ampliam a compreensão sobre a língua a partir de quatro eixos curatoriais:
The museological collection of Museu da Língua Portuguesa brings together reference items and objects under the institution’s care, forming a body that reflects the diversity of relationships between the Portuguese language, history, and culture. This collection includes audiovisual, iconographic, sound, textual, and three-dimensional works that document and expand the understanding of the language through four curatorial axes:
- Antiquity of the language
- Global presence
- Syncretic formation
- Ongoing reinvention
A invasão
25/05/2026
No vídeo, Ailton Krenak inicia afirmando que o ocorrido em 1500 deve ser entendido como uma invasão, considerando o extermínio de inúmeros povos originários. Em seguida, fala sobre o povo Krenak, compartilha suas reflexões a respeito da Carta de Pero Vaz de Caminha e conclui abordando a experiência de ser indígena no Brasil contemporâneo.
Tipo documental
Depoimento especializado
A Buzina do Chacrinha
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Foto em preto em branco do apresentador Chacrinha entregando uma televisão para uma mulher. Atrás de ambos há duas pessoas, o cenário ao fundo é do programa de TV "A buzina do Chacrinha". O programa foi transmitido por diversas emissora como TV Globo, TV Tupi, TV Rio, Record e Bandeirantes.
Tipo documental
Fotografia
Acalanto de Ouro Preto
25/05/2026
Descritores
Serviço de Documentação do MEC
Descritores
Departamento de Imprensa Nacional
Descritores
Ministério da Educação e Cultura (MEC)
Descritores
Rio de Janeiro / RJ
Descritores
Minas Gerais / MG
Descritores
Humberto Moraes Franceschi
Descritores
Elisa Valentina Monteiro de Barros
Descritores
Onofre Mendes
Descritores
Murilo Mendes
O vídeo performance de Tom Zé, baseia-se na leitura do poema “Acalanto de Ouro Preto” integra o livro Contemplação de Ouro Preto, publicado por Murilo Mendes em 1954, pelo Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, com impressão do Departamento de Imprensa Nacional, no Rio de Janeiro. Essa foi a primeira publicação da obra, resultado de viagens do poeta às cidades históricas de Minas Gerais entre 1949 e 1950, especialmente Ouro Preto e Mariana.
O poema apresenta a cidade de Ouro Preto como figura central, associada a elementos históricos, religiosos e culturais do período colonial. O termo “acalanto”, tradicionalmente ligado a canções de ninar, é utilizado para representar o estado de suspensão e silêncio da cidade. A paisagem urbana é descrita como imóvel, marcada por referências ao barroco, à religiosidade católica e à memória da Inconfidência Mineira.
Rádio
25/05/2026
Descritores
Getúlio Vargas
Rádio de mesa com corpo em madeira envernizada e formato de arco ogival, conhecido como cathedral. A parte frontal possui tela de tecido trançado de tom amarelado, protegendo o alto-falante. Abaixo, há três botões de controle em baquelite e duas pequenas janelas de mostradores metálicos para sintonia e volume.
Denise Fraga lê “Sodades de Zan Paolo”
25/05/2026
Descritores
Alexandre Ribeiro Marcondes Machado
O vídeo apresenta a atriz Denise Fraga interpretando os textos "Sodades de Zan Paolo" e "O studenti du Bó Ritiro, escritos por Alexandre Ribeiro Marcondes Machado em 1915 e presentes na publicação "La Divina Increnca".
A atriz usa óculos de leitura, esta sentada num sofá e segura um livro.
Tipo documental
Performance
Eutro
25/05/2026
A escultura de Arnaldo Antunes consiste em uma peça giratória mecanizada, concebida em aço inox 306. Com dimensões de 40 x 40 x 40 cm, a obra alia robustez e precisão técnica, garantindo movimento contínuo e integrado à proposta artística.
Tipo documental
Escultura
Tigela Tupinambá
25/05/2026
Descritores
Amazônia brasileira
Descritores
Rios Tocantins
A Tigela Tupinambá é uma peça arqueológica tridimensional, produzida em cerâmica modelada e pintada, datada aproximadamente do ano 1500. De formato ovalado, apresenta bordas espessas e arredondadas, com superfície interna decorada por padrões geométricos em relevo, compostos por linhas entrelaçadas. A coloração predominante é clara, com variações entre tons de bege e marrom claro. A peça apresenta rachaduras visíveis, além de abrasões, fissuras e perda de policromia, indicando desgaste ao longo do tempo. Há também indícios de intervenções anteriores, possivelmente relacionadas a processos de restauração.
A peça é atribuída à subtradição Tupinambá da Amazônia, grupo pertencente ao tronco linguístico Tupi-Guarani, que ocupava territórios ao longo do litoral atlântico e também áreas do atual estado do Pará, especialmente nas margens dos rios Tocantins, Xingu e Amazonas. A produção cerâmica entre esses grupos fazia parte de um sistema técnico e simbólico complexo, com peças utilizadas tanto em atividades cotidianas — como o preparo e armazenamento de alimentos — quanto em contextos cerimoniais e funerários. A tigela reflete esse conhecimento técnico e cultural, transmitido por meio de práticas coletivas.
Nkisi
Descritores
República Democrática do Congo
Descritores
Reino do Congo
Descritores
República do Congo
Escultura de origem africana, associada aos povos Congos e produzida em contexto pré-colonial, correspondente a reinos localizados nas atuais Angola, República do Congo e República Democrática do Congo. Os minkisi (plural de nkisi) integram práticas espirituais voltadas à mediação de forças da natureza, à cura de enfermidades e à proteção da comunidade. Diferem do conceito ocidental de religião, por estarem vinculados a uma visão integrada da espiritualidade nos costumes da África subsaariana.
No Brasil, os minkisi foram incorporados ao Candomblé de Angola, onde são compreendidos como entidades da própria natureza.
Tipo documental
Escultura