Museológico

Terra em Transe

1967
A reprodução deste item não é permitida. As informações descritivas permanecem disponíveis.
Para mais informações, contate centrodereferencia@mlp.org.br.

Identificação do documento/obra

Tipo documental
IconográficoCartazGênero Documental
Código de Inventário
pobr_ico_13_03
Título
Terra em Transe
Descrição
Imagem de cartaz do filme de Glauber Rocha, Terra em transe, lançamento em 1967 e reverenciado como um dos principais símbolos do Cinema Novo.

O cartaz é composto da seguinte forma: as bordas possuem recortes em preto e branco de diversas pessoas, ao centro, dentro de um circulo oval vermelho, ao centro dele figura o torço de um homem segurando uma arma, sendo a parte de baixo dele o torço de uma mulher. Sobre toda essa montagem, é escrito em verde o título "Terra em Transe, um filme de Glauber Rocha".

Características

Suporte/Material
PapelMaterial

Contexto de produção

Glauber Rocha DiretorPessoa
Local de Produção
Contexto de produção
O Cinema Novo emerge no Brasil no final dos anos 1950 e 1960 como um movimento estético e político, inserido em um contexto de intensa efervescência cultural e de crise democrática. Este movimento propunha uma "estética da fome", conforme teorizado por Glauber Rocha, buscando converter a carência material em potência crítica e artística, denunciando as estruturas arcaicas e a exploração da sociedade brasileira. A obra "Terra em Transe" é a encarnação máxima deste projeto. O filme é uma alegoria complexa sobre a crise política vivida no Brasil e as ilusões da esquerda. Através da trajetória trágica de seu protagonista, Paulo Martins, Rocha investiga os impasses entre o populismo, o tradicionalismo oligárquico e a revolução, refletindo o desencanto de uma geração diante do fracasso dos projetos democráticos e populares. No módulo "Um minuto para o comercial", o cartaz de "Terra em Transe" dialoga com a premissa de que as décadas de 1960 e 1970 foram um período de renovação das linguagens artísticas. Enquanto a televisão e a publicidade massificavam e transformavam o português falado no Brasil, o Cinema Novo, e Glauber Rocha em particular, operavam uma sofisticada síntese entre a cultura erudita e a popular. A linguagem fragmentada, onírica e barroca do filme, longe de ser uma mera oposição à comunicação de massa, constitui-se como uma outra face da mesma moeda: uma experimentação radical com a linguagem para criticar as estruturas de poder e representar o "transe" de uma nação em conflito consigo mesma.

Contexto e relações

Tópico relacionado

Entrada do objeto

Data de Entrada
28/03/2019
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Copyrights Consultoria Ltda
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Relações