Descrição
Registro em vídeo da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha abordando a concepção de mundo de povos indígenas no Brasil. A autora destaca a ausência de separação entre natureza e humanidade como característica central dessas comunidades e exemplifica essa visão com os Wajãpi, povo Tupi do Amapá.
Contexto de produção
Produção audiovisual em que a antropóloga Manuela Carneiro reflete sobre as concepções de mundo de povos indígenas no Brasil. Ela destaca que, diferentemente da perspectiva ocidental, que separa natureza e humanidade e se coloca como “dona” da natureza, essas comunidades entendem-se como parte de um território compartilhado com outros seres de igual direito. Amparada nos estudos da antropóloga Dominique Gallois sobre os Wajãpi — povo de língua Tupi que habita a região entre os rios Oiapoque, Jari e Araguari, no Amapá, descendente dos Guaiapi mencionados no baixo rio Xingu desde o século XVII — Manuela Carneiro explica que, para eles, não se trata de viver “no mato”, mas sim em sua aldeia, reconhecendo o espaço como lugar de convivência e de respeito mútuo entre diferentes seres. Para a antropóloga, essa forma de existência constitui uma lição essencial para toda a humanidade.
Motivo da Entrada
Para a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, após o período de reforma decorrente do incêndio, a Exposição de Longa Duração foi revisitada, evidenciando a necessidade de incorporar novos itens expositivos. Nesse processo, foi realizada uma curadoria criteriosa para a seleção dos elementos que enriqueceriam a mostra, incluindo a produção de vídeo sobre " O Antropoceno e os povos indígenas no Brasil hoje".