A partir do fim do século XVII e ao longo do século XVIII, a descoberta das minas de ouro e diamantes no Brasil levou os comerciantes de escravizados a buscar africanos experientes em mineração na Costa da Mina, uma região aurífera no Golfo de Benim. Assim se iniciou o tráfico dos povos que falavam línguas do grupo gbe – como mina, eve, fon, gun, gen, entre outras. No Brasil, os povos eve e fon foram chamados de "jeje". A concentração desses indivíduos nas cidades mineradoras, sobretudo em Minas Gerais, facilitou o desenvolvimento de uma língua franca, o dialeto das minas, utilizada na primeira metade do século XVIII em Vila Rica. Esse falar foi registrado por Antônio da Costa Peixoto no manuscrito Obra Nova da Língua Geral de Mina. Em 46 páginas, escritas em duas etapas (1731 e 1741), o autor apresenta um manual para ensinar a “língua de mina” aos senhores de escravos, um A partir do fim do século XVII e ao longo do século XVIII, a descoberta das minas de ouro e diamantes no Brasil levou os comerciantes de escravos a buscar africanos experientes em mineração na Costa da Mina, uma região aurífera no Golfo de Benim. Assim se iniciou o tráfico dos povos que falavam línguas do grupo gbe – como mina, eve, fon, gun, gen, entre outras. No Brasil, os povos eve e fon foram chamados de "jeje". A concentração desses indivíduos nas cidades mineradoras, sobretudo em Minas Gerais, facilitou o desenvolvimento de uma língua franca, o dialeto das minas, utilizada na primeira metade do século XVIII em Vila Rica.
Esse falar foi registrado por Antônio da Costa Peixoto no manuscrito Obra Nova da Língua Geral de Mina. Em 46 páginas, escritas em duas etapas (1731 e 1741), o autor apresenta um manual para ensinar a “língua de mina” aos senhores de escravizados, um documento precioso que atesta que, para comunicação na região das minas, foi utilizada uma língua veicular.