Descrição
Escultura de origem africana, associada aos povos Congos e produzida em contexto pré-colonial, correspondente a reinos localizados nas atuais Angola, República do Congo e República Democrática do Congo. Os minkisi (plural de nkisi) integram práticas espirituais voltadas à mediação de forças da natureza, à cura de enfermidades e à proteção da comunidade. Diferem do conceito ocidental de religião, por estarem vinculados a uma visão integrada da espiritualidade nos costumes da África subsaariana.
No Brasil, os minkisi foram incorporados ao Candomblé de Angola, onde são compreendidos como entidades da própria natureza.
Contexto de produção
A escultura Nkisi tem origem na África pré-colonial, em reinos situados nas atuais Angola, República do Congo e República Democrática do Congo. Os minkisi (plural de nkisi) integravam práticas espirituais dos povos Congos, ligadas à compreensão dos fenômenos naturais, à cura e à mediação de forças invisíveis, não se enquadrando no conceito ocidental de religião.
No Brasil, os minkisi foram incorporados ao Candomblé de Angola, tendo registros desde o Quilombo dos Palmares. São entendidos como entidades que representam elementos da natureza — não têm vida terrestre, mas são, por exemplo, a própria chuva. Muitos nomes cultuados no Brasil correspondem a regiões africanas, reforçando a origem angolana da tradição.
A presença de Nkisi na exposição do Museu da Língua Portuguesa evidencia a influência africana na formação da cultura, da língua e das religiões afro-brasileiras, reconhecendo a contribuição de povos africanos escravizados na constituição do Brasil.
Motivo da Entrada
Para a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, após o período de reforma decorrente do incêndio, a Exposição de Longa Duração foi revisitada, evidenciando a necessidade de incorporar novos itens expositivos. Nesse processo, foi realizada uma curadoria criteriosa para a seleção dos elementos que enriqueceriam a mostra, incluindo a Nkisi.