O vídeo apresenta as ilhas que compõe Cabo Verde, divididas nos grupos Ilhas de Barlavento e Ilhas de Sotavento.
Barlavento é o lado de onde sopra o vento.
Sotavento é o lado oposto ao lado do qual sopra o vento.
Sobre as ilhas:
1 - A primeira ilha será a do Fogo, sendo esta a “ilha do calor” representando o espaço da energia vulcânica, a morada da centelha de força. Ele representa o início formador das demais ilhas, a “chama vital” inicial.
2 - A segunda será a ilha do Sal, simbolizada como a “ilha da imagem”, o espaço onde afloram as representações do branco, seja pela evocação do desejo de ter neve e da presença das dunas de sal, ambiente quase lunar, porém nascendo nessa terra a alma do povo cabo-verdiano já nasceria “temperada”.
3 - Boa Vista é a terceira, a “ilha da beleza”, onde são cantadas as belezas naturais, por conta de sua rica paisagem com a presença de água, flores e verde abundante, bem como a harmonia da melodia, já que a ilha é um viveiro de músicos, espaço da alegria e do bom humor.
4 - A ilha Brava é entendida como a “ilha da força”, um lugar onde os opostos se encontram em equilíbrio, um espaço em que a sensualidade representando a força uni-se a leveza, a doçura (morabeza).
5 - Maio, será a “ilha do tempo e do espaço”, pois pela genealogia essa é a ilha mais antiga, berço das grandes lendas e mitos cabo-verdianos.
6 - Santa Luzia é a “ilha da ausência da dúvida”, por ser desabitada, mostra-se como uma esfinge, um local cercado de mistérios e magias.
7 - Santiago a escolha da energia inerente ao sete faz referência ao número da “perfeição”, bem como ao tema do aparecimento da “voz”, do “verbo” presentificado.
8 - A ilha de São Vicente será a “ilha da luz”, onde o galo anuncia o “novo amanhã”, lugar onde a “claridade” é presente, é o berço das esperanças e sonhos.
9 - Santo Antão é descrita como a “ilha do silêncio”, apagada e anulada em relação a sua representatividade, principalmente por conta dos conflitos que ocorreram nessa região na década de oitenta.
10 - O último canto descreve São Nicolau como a “ilha das árvores”, onde ocorre uma simbiose plena entre homem e natureza.
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