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Identificação do documento/obra

Tipo documental
IconográficoFotografiaGênero Documental
Código de Inventário
pacr_ico_26
Título
Cabeça de Bronze de Ifé
Descrição

Tecnologia e arte

Imagem de uma escultura de cabeça de bronze de Ifé, com detalhes de linhas verticais.

Os fons são exímios escultores na madeira e sobretudo no ferro e nas ligas de cobre. São famosos os seus cortejos reais feitos com figurinhas de cobre assentadas sobre blocos de madeira. Suas joias são belíssimas e famosas as suas bandeiras e tapeçarias feitas com aplicações de figuras coloridas sobre grandes panos.

A escultura iorubá é tida como uma das mais vigorosas da África. Suas imagens tensas e concentradas parecem prontas para receber a revelação do mistério. Destacam-se, entre as figuras de madeira, os Xangôs a cavalo, os recipientes para noz de cola, as bandejas de Ifá, as máscaras epas, gueledês e egunguns, bem como suas pequenas estatuetas de gêmeos, os ibejis.

Características

Suporte/Material
DigitalMaterial

Contexto de produção

Local de Produção
Contexto de produção
As cabeças de bronze de Ifé constituem um dos mais notáveis testemunhos da produção artística da África Ocidental pré-colonial. Originárias da antiga cidade de Ifé, considerada berço da civilização iorubá, essas esculturas datam aproximadamente entre os séculos XII e XV e revelam um elevado domínio técnico na fundição do metal. A precisão anatômica, o equilíbrio das proporções e o detalhamento das feições indicam uma tradição artística consolidada e uma profunda valorização da representação humana. As peças são interpretadas como retratos idealizados de reis e dignitários, refletindo a importância da realeza divina na cultura iorubá. As linhas finas gravadas no rosto, que lembram escarificações, possivelmente remetem a marcas de identidade e status, reforçando a ligação entre poder político, espiritualidade e ancestralidade. Em Ifé, a arte não se limitava ao aspecto estético: desempenhava um papel essencial na manutenção da ordem social e religiosa, servindo como meio de comunicação com os antepassados e com as divindades. O impacto dessas esculturas foi profundo também fora do continente africano. Quando vieram a público, no início do século XX, desafiaram visões eurocêntricas que associavam a arte africana exclusivamente à abstração e à primitividade. A sofisticação técnica e o realismo das cabeças de Ifé demonstraram a existência, na África subsaariana, de sociedades complexas e altamente desenvolvidas em termos artísticos, políticos e religiosos.

Contexto e relações

Tópico relacionado

Entrada do objeto

Data de Entrada
2020
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Relações

Item de acervo