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Identificação do documento/obra

Tipo documental
IconográficoFotografiaGênero Documental
Código de Inventário
pacr_ico_23
Título
Usos e costumes
Descrição

Imagem em preto e branco de grupo de pessoas em procissão. O grupo conta com aproximadamente 15 pessoas, entre homens e mulheres, todos eles com vestimentas e adereços tradicionais. Alguns carregam guarda-sóis e outros instrumentos musicais, que estão tocando.

Na parte de baixo, à esquerda, há uma miniatura da mesma foto.

Usos e costumes

Entre os eves-fons, a base da economia era a agricultura. Criavam-se cabras, porcos e galinhas. Pescava-se. Fiava-se e tecia-se. Fazia-se cerâmica, trabalhava-se a madeira, fundiam-se metais. Seus ourives eram excelentes. O comércio era intenso, não só nos grandes mercados locais, mas também com outros povos e até regiões distantes.

As estruturas econômicas e sociais iorubás eram semelhantes às dos evesfons. Embora o regime familiar fosse poligâmico, a mulher dispunha de autonomia e liberdade. Cada uma das várias esposas de um marido morava em casa separada, ainda que dentro do mesmo conjunto habitacional, e tinha patrimônio próprio. Algumas podiam ser mais ricas do que os esposos, porque se dedicavam ao comércio, que no varejo era praticamente monopolizado pelas mulheres. Havia divórcio, mas, entre os fons, fora dos casos de adultério, só a mulher podia pedi-lo.

Características

Suporte/Material
DigitalMaterial

Contexto de produção

Local de Produção
Contexto de produção
Entre os séculos XVI e XIX, o Brasil recebeu um significativo fluxo de pessoas escravizadas oriundas da África Ocidental, em especial de regiões que abrigavam os povos Iorubás e Eve-fon. Com elas, não vieram apenas corpos forçados ao trabalho, mas todo um complexo sistema cultural, espiritual e linguístico que, apesar da violência do cativeiro, reconfigurou-se e persistiu. Nesse contexto, as expressões religiosas desempenharam um papel fundamental como espaço de preservação identitaria e de resistência simbólica. A procissão, enquanto prática ritual, encontra entre os povos Iorubá e Eve-fon uma manifestação profundamente enraizada na sua cosmovisão. Diferente do conceito estritamente cristão, o cortejo ritualístico nessas tradições africanas não é um mero deslocamento, mas uma ação litúrgica que integra a comunidade, a música, a dança e o canto para invocar, saudar e transportar a presença do sagrado. Os orixás, voduns e outras entidades divinas são chamados a se manifestar entre os humanos, e a procissão torna-se, assim, um meio de estabelecer e reafirmar a conexão entre o mundo visível e o invisível. Esses cortejos, que podiam marcar o início de uma festividade, o translado de um objeto sagrado ou a apresentação de uma autoridade religiosa, são atos de afirmação pública da fé e da cultura.

Contexto e relações

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Descritores

Entrada do objeto

Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Relações