Imagem cartográfica do Golfo da Guiné, destacando os territórios dos países Gana, Togo, Benin e Nigéria, onde se falam línguas kwa (Iorubá e Evé-fon).
"Eve-fon" é o nome dado a um conjunto de línguas muito próximas entre si, entre elas o eve, o fon, o gun, o mahi e o mina. No Brasil, ficaram conhecidas como“minas” ou “jejes”. Os povos falantes dessas línguas vivem na região hoje ocupada pelos países Gana, Togo e Benim. No passado, esses povos formavam diversos pequenos reinos, o maior dos quais, até o início do século XVIII, era o de Ardra, ou Alada. Em 1724, ele foi conquistado por um novo poder, altamente militarizado, que se formara um pouco mais ao norte e que iniciara sua expansão até o mar: o reino fon do Daomé. O rei, a nobreza e parte do povo ardra deslocou-se para sudeste e ali, entre os guns, restaurou o seu reino, que guardou o mesmo nome, mas se tornou mais conhecido como Porto-Novo. Nos séculos XVIII e XIX, o Daomé tornou-se o principal estado na área, ainda que, por muito tempo, fosse vassalo do reino iorubá de Oió.
A leste dos eves-fons, no sudeste da atual República do Benim e no sudoeste da atual Nigéria, viviam os iorubás (também chamados “nagôs”, no Brasil), divididos em numerosos povos – oiós, egbás, ijexás, ijebus, ifés, ondos, oxobôs, aoris, quetos, anagôs, owos, ibadans –, que falavam distintos dialetos, mas se entendiam entre si. Formaram várias cidades-estados ou cidades-reinos, entre as quais duas se destacam: Ifé, local de origem de todos os reis iorubás, uma espécie de Roma mítica, cujo soberano, o oni, detinha a liderança espiritual dos iorubás; e Oió, o maior e o mais poderoso militarmente de todos esses estados e cujo rei, o alafim, era o suserano de vários deles. O poderio de Oió assentava-se sobre sua cavalaria.
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