Em Rio Claro, a exposição itinerante Estação da Língua Portuguesa esteve em cartaz de 18 de maio a 23 de junho de 2018, na Filarmônica Rio-Clarense. Integrando o circuito pelo interior paulista, a mostra levou à cidade parte do acervo e da experiência sensorial do Museu da Língua Portuguesa, com uma proposta renovada e ampliada em relação às itinerâncias anteriores.
A exposição apresentava a língua portuguesa como um patrimônio imaterial vivo e em constante transformação, destacando suas origens, influências e expressões culturais por meio de vídeos, sons, textos e instalações interativas. Logo na entrada, a Torre Estação da Língua Portuguesa e a instalação As Origens evocavam o ambiente de uma estação ferroviária, símbolo do movimento e da difusão da língua. Poemas de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade e Arnaldo Antunes, iluminados em painéis metálicos com luzes de LED, recebiam o visitante, convidando-o a embarcar em uma viagem pelo idioma.
Entre os principais conteúdos apresentados estavam a videoanimação sobre a formação da língua portuguesa e sua expansão marítima, e o vídeo “Sotaques”, com texto O Paraíso são os outros, de Valter Hugo Mãe, que integrava o módulo O que nos une, dedicado aos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
No módulo O Desembarque, o público encontrava a Linha do Tempo do Museu da Língua Portuguesa, atualizada com referências ao novo acordo ortográfico e às transformações linguísticas impulsionadas pela internet e pelas redes sociais. Já nos módulos Os trilhos e Falares Paulista, a mostra abordava a diversidade do português falado no Brasil, por meio de conteúdos sobre palavras de origem estrangeira e sotaques característicos de diferentes regiões paulistas.
O percurso se encerrava com o módulo O Mundo da Língua, que apresentava vídeos da Grande Galeria do Museu da Língua Portuguesa, entre eles “Culinária” e “Danças”, ressaltando a relação entre língua, cultura e identidade.
Com estrutura modular e de fácil transporte, a exposição podia ser desmontada, carregada em caminhões e remontada em até sete dias em outro município, garantindo a circulação de seu conteúdo por diversas regiões do estado.
A Estação da Língua Portuguesa foi uma realização do Ministério da Cultura e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com produção da Arquiprom e patrocínio máster da Sabesp. O projeto contou ainda com o apoio do Instituto CCR, Vivo, Edenred Brasil, Ticket, e das prefeituras das cidades participantes, todos por meio da Lei Rouanet.