Descrição
Tom Erhardt realiza a leitura do poema "die auf den brücke", de Bernhard Theilmann, na língua alemã.
Transcrição:
ALEMÃO
Die Welt spricht 7.000 Sprachen. Ich spreche Deutsch.
Die auf den Brücken leben.
Im Gegenlicht vom Lärm des Blutes
Wie Hexen die es nicht gibt
Und vor denen sich die Kleingärtner fürchten.
Nachts gehen Schritte um ihre Lauben.
Am Tag knarren in den Ämtern die Ordner.
Brücken, die kein Ufer berühren
Wie der verlorene Mut.
PORTUGUÊS:
O mundo fala 7.000 línguas. Eu falo alemão.
Os que vivem nas pontes.
Na contraluz do barulho do sangue
Como bruxas que não existem
E das quais nas hortas urbanas se têm medo.
À noite, passos em volta da casa.
De dia rangem as pastas nos escritórios.
Pontes que não tocam em nenhuma margem.
Como a coragem perdida.
Contexto de produção
O alemão é uma língua pertencente ao ramo germânico ocidental do tronco indo-europeu, próxima de línguas como o inglês e o neerlandês. Sua forma moderna consolida um sistema rico em flexões, com nomes que variam conforme caso, gênero e número, e verbos que apresentam distinções entre ações completas, contínuas e outras nuances. A estrutura da frase em alemão costuma seguir regras rigorosas, e a ordem dos termos pode variar conforme se trata de orações principais ou subordinadas.
O alfabeto alemão utiliza o alfabeto latino, complementado por diacríticos característicos (como os umlauts) e a letra “ß” (Eszett), que conferem ao línguas detalhes de pronúncia e significado. Outra marca visível desse línguas é a formação de palavras compostas extensas: termos que parecem longas “juntas” carregam conceitos específicos a partir da junção de elementos menores em unidade semântica.
Dentro da Europa, o alemão ocupa um papel central em países como Alemanha, Áustria e em partes da Suíça, sendo reconhecido como língua oficial ou cooficial, com uma presença cultural, literária e institucional robusta. Dialetos regionais ainda persistem e se manifestam nas diferentes partes do mundo de língua alemã, influindo no sotaque e no vocabulário local.
Fora do continente europeu, comunidades de falantes de alemão migraram para outras regiões, levando sua língua e cultura para lugares como América, África e Austrália. Nessas comunidades, o alemão serve tanto como meio de preservação da identidade quanto como ponte para expressões culturais específicas, mantendo viva sua influência linguística e simbólica bem além de suas raízes originais.