Descrição
Renata Espoz Jerez realiza a leitura poema Dame La Mano, de Gabriela Mistral, na língua espanhola.
Transcrição
ESPANHOL:
El mundo habla siete mil lenguas. Yo hablo español.
Dame la mano y danzaremos;
dame la mano y me amarás.
Como una sola flor seremos,
como una flor, y nada más...
El mismo verso cantaremos,
al mismo paso bailarás.
Como una espiga ondularemos,
como una espiga, y nada más.
Te llamas Rosa, y yo Esperanza;
pero tu nombre olvidarás.
porque seremos una danza
en la colina, y nada más...
Dame la mano (Gabriela Mistral)
El mundo habla siete mil lenguas. Yo hablo español.
PORTUGUÊS:
Dá-me tua mão e dançaremos;
dá-me tua mão e me amarás.
Como uma só flor seremos,
como uma flor, e nada mais...
O mesmo verso cantaremos,
no mesmo passo dançarás.
Como uma espiga ondularemos,
como uma espiga, e nada mais.
Te chamas Rosa, e eu Esperança;
mas o teu nome esquecerás.
porque seremos uma dança
na colina, e nada mais...
Contexto de produção
Pertencente ao grupo das línguas românicas, o espanhol é resultado da transformação do latim ao longo de séculos de contato entre diferentes povos e tradições. Possui estrutura fonética clara, sistema verbal complexo e uma escrita próxima da fala. Enriquecida por influências do árabe, das línguas indígenas americanas e de outras expressões europeias, carrega traços de intercâmbio cultural e histórico.
Sua presença global e sua forte produção literária, musical e audiovisual fazem dela uma das principais formas de expressão cultural e comunicação internacional da atualidade.
A língua espanhola surgiu a partir do latim vulgar trazido à Península Ibérica durante o domínio do Império Romano. Desde o século IX, começou a se consolidar na região de Castela, no norte da atual Espanha, ganhando forma própria e se expandindo gradualmente para outras áreas do território. Com a unificação da Espanha, no final do século XV, e o início das viagens marítimas e da colonização, a língua ultrapassou as fronteiras europeias e se difundiu pelas Américas, África e Ásia.
Durante os séculos XVI e XVII, tornou-se um dos principais instrumentos de poder, cultura e comunicação do mundo ocidental. Essa expansão consolidou uma base linguística comum entre povos de diferentes origens, que, ao longo do tempo, desenvolveram variações regionais marcadas por contextos históricos e culturais próprios.