No vídeo aparecem diversas crianças, de diferentes locais do Brasil. Nele aparecem crianças brasileiras falando sobre seus sotaques, seus brincares, suas famílias e seus mundos. No vídeo as crianças aparecem de corpo inteiro, em alguns momento aparecem sombras e desenhos.
Transcrição do vídeo:
A, E, I, O, U (Crianças alternadas - ABC) A, B, C A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y, Z Joaquim Lopes de Souza (Porto Alegre, RS) Agora que você já sabe seu alfabeto, cante comigo na próxima vez. [cantando] Evelly Vitória da Silva (Teresina, PI) “Barquinho vai passando, barquinho vai passear pra onde quer, pra sair, pra tomar um pindinti, pindinique.” (piquenique) [cantando] Julia Aparecida Silva Marques (Teresina, PI) Olá, gatinhas e gatinhos! Tudo bem? Hoje eu estou aqui pra gravar mais um vídeo pra vocês. Eu sou a Júlia Aparecida Silva Marques. Hoje eu só tenho sete anos, a minha idade é sete anos, eu tenho duas mães e dois pais.
Eu tenho oito anos, tenho um pai, uma mãe, que se chamam Laércio e Camila.
Meu nome é Evely Vitória e eu tenho... [contando baixinho os dedos] Eu tenho seis anos.
Basicamente da minha idade eu gosto de funk, mas só que eu gosto de outras músicas também, de borboletinha... Borboletinha, tá na cozinha, fazendo chocolate, para a madrinha. [cantando]
Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate para a madrinha. [cantando] Francisco: Ei, deixa eu tentar cantar sozinho com esse aqui?
Um dia que eu estudava aqui, no primeiro dia de aula, a professora deu um livro pra gente, eu não sabia ler. Então a professora foi dizendo as palavras e eu fui repetindo, dizendo, repetindo, dizendo, repetindo, aí eu fui aprendendo. Assim em diante eu sei ler.
“Às vezes nem eu mesmo sei quem sou. Às vezes sou “o meu queridinho”. Às vezes sou “moleque mal-criado”. Para mim tem vezes que sou rei, herói voador, cowboy lutador, jogador campeão. Às vezes sou pulga, sou mosca também, que voa e se esconde de medo e vergonha. Às vezes sou Hércules, Sansão vencedor, peito de aço, goleador. Mas o que importa o que pensam de mim? Eu sou quem sou, eu sou eu, sou assim, sou menino.” [declamando] [música ao fundo]
Eu tenho duas irmãs. A outra é mais grande, a Vitória. E a outra que é mais pequena, mais um pouquinho grande que eu. Mas a Vitória é mais grande que ela. Eu gosto mais de brincar de Dragon Ball. Victor Hemanuell de Paiva (Castelo do Piauí, PI) O mais preferido, que eu mais gosto, é o do Homem-Aranha.
Cada personagem de lá são saiyajin. Toda família é saiyajin lá. Também tem o poder dele, é o Kamehameha. Ele tem um bocado de poder lá.
O Homem-Aranha que eu acho mais legal é o stride dele que ele fica mudando cada dia. [música ao fundo] Eu nunca, nunca não competi. Mas eu vou competir. Eu estou sentindo muita vergonha de dançar em Teresina e Fortaleza. Mas tomara que eu não fique com vergonha e dance lá.
“A canoa virou, por deixar ela virar, foi por causa da menina que não soube remar. Se eu fosse um peixinho e pudesse nadar, eu tirava a menina ao fundo do mar” [cantando] [música ao fundo]
Eu, como às vezes, leio um gibi da Turma da Mônica e algumas vezes eu leio a Grande Bíblia. Julia Cunha Campos (Porto Alegre, RS) Eu tenho até um livro que parece um gibi, mas é maior. Eu comprei em outra cidade. Eu estava na estrada, daí a gente passou num bar, eu comi um pastel desse tamanho.
Tem um negócio que chama waffles e é a minha comida preferida. Aí em segundo tem petit gâteau. Eu também gosto de pastel de queijo, batata frita e hambúrguer.
A minha coisa favorita aqui é lanchar. Eu sempre fico esperando a hora do lanche, sempre fico. Daí eu vou lá, quando eu abro a minha lancheira, eu já fico assim olhando pro lanche e eu saio correndo pra lavar a mão.
Eu sei que o waffle é dos Estados Unidos e o petit gâteau é da França. Hambúrguer eu não sei.
[tocando e cantando] Julia Cunha Campos (Porto Alegre, RS) Às vezes eu fico até meio lenta comendo pra não acabar a comida rápido. É a minha ideia. E a minha mãe às vezes põe doce, daí eu fico assim, ó. Eu fico: “Delicious!”. Daí chegam meus amigos na mesa e falam: “Dá um pedacinho?” Daí eu: “De novo? Eu posso te dar amanhã, mas hoje não, é meu!
[tocando e cantando] Luise Camilly Rodrigues (Teresina, PI) Bom, assim, eu gosto de ler revistinha e, quadrinhos. Caio Feijó de Azevedo (Porto Alegre, RS) Eu leio gibis da Turna da Mônica.
A mamãe conta uma história de dormir, conto de fadas, conto de princesas.
A Bela estava sentindo falta do seu pai, foi então que aí ela pediu para a Fera visitar seu pai.
Tinha uma madrasta muito ruim e ela tinha duas filhas má, com o coração duro como “preda”. E a “Cindelera” tinha um coração lindo e tão bonito.
O “Castão”, ele tá numa noite de sábado e daí ele diz assim, ele diz que ele tem certeza que não vai cair nenhum pingo de água do céu.
E daí assim ó... Aconteceu que... assim, ele, ele, daí ele tinha convidado uma criança pra ser dona da fábrica de chocolate, daí ele não aceitou. Daí ele perguntou assim ó: “Eu vou poder visitar minha família?” Daí ele disse: “não, não dá.” Porque ele tinha que cuidar do chocolate. Daí ele não aceitou.
E depois o homem chegou e calçou o sapatinho na “Cindelera” e “cabeu”. E ela foi pro baile do príncipe e ele foi de casar. E fim da história [música ao fundo]
O meu nome completo é Isis Jamilly da Conceição Dias. E as pessoas também gostam de me chamar mais de Isis e outras gostam de me chamar um pouquinho mais de Jamilly. Eu gosto mesmo que me chamem de Jamilly. Porque eu acho que é bem atraente, bem atraente mesmo.
Eu sou a Catarina Tomaz Marcoff, eu tenho dez anos e todo dia de manhã eu faço criação. Eu gosto de dançar, gosto de fazer joias, gosto de nadar, gosto de andar de patins. E eu estudo em casa.
Um dia, eu, meu pai e minha mãe, a gente tava pensando em ir pro cruzeiro. E o cruzeiro é bem legal, sério. Tinha até, pelo que eu me lembre, piscina. E tinha um cruzeiro do lado [não compreensível] que era mais maneiro, tinha até tobogã.
Às vezes sou eu que quero estudar e às vezes minha mãe pede pra eu aprender algumas coisas. Eu gosto de passar músicas pro papel. E é isso. Me ajuda bastante pra aprender a escrever.
No cruzeiro é legal. Todo mundo falava a mesma língua, que eu não sei qual que era. Mas eu falava em português e tinha umas duas pessoas. Contando eu então, ficava três pessoas que falavam em português. Foi muito legal aqueles dias. Só que um dia a gente teve que voltar, não foi muito legal.
Eu nasci no hospital, obviamente. A minha mãe, ela não tem muito dinheiro, porque ela trabalha dia e noite, dia e noite. Só a tarde que ela descansa um pouco.
“Eu posso cantar um corinho de uma música? Com Jesus no coração a gente é feliz. É feliz com Jesus no coração, tudo é muito bom!” [cantando] Catarina Thomaz Marcoff (Piracaia, SP) “Moi, Je t'offrirai des perles de pluie Venues de pays où il ne pleut pas, Je creuserai la terre jusqu'après ma mort...” [cantando]
[cantando] Aí começa a música, e aí tem um flamingo que fica dançando lá. Aí tem uma música assim: “turururtu turu” [vocaliza]
“Senhoras e senhores, prestem muita atenção. Vou falar dos cantores que alegram São João. Sergipano de origem, sergipano por amor. Cada qual com sua arte, cada qual com seu valor. Tem Clemilda no asfalto, com um talco no salão. E o delegado prendeu Tadeu para continuar a animação.” [declamando]
Uma vez eu li... Uma vez eu li aquela que [não compreensível] a bicharada. É um livro que fala sobre a diversidade dos animais e passa na televisão. Só que é só um livro, né? Ah, é claro que vocês tão perguntando por que tô trocando as palavras... [não compreensível] Eu troco as pronúncias, é claro. Como o meu irmão, Vinicius.
Eu me chamo Vinicius. Eu tenho dez anos. Moro em Teresina. Estudo na Casa Meio Norte. Estou terminando esse ano. Eu tenho dois irmãos. Um irmão e uma irmã, que é o Victor, que tá lá na casa, e uma irmã que estuda lá do outro lado. Baní Iaco da Costa Valente (Rio Branco, AC) No meio da mata, vive o mapinguari. Eu mesmo nunca vi. Existem várias lendas. E uma delas é o saci, curupira e o mapinguari. O mapinguari é o mais popular. Luiz Marcelo de Jesus (Santo Amaro das Brotas, SE) Já apareceu lobisomen, mula sem cabeça, fogo corredor. Quer que eu fale como ele se forma ou como ele passa? Baní Iaco da Costa Valente (Rio Branco, AC) Da minha parte, tenho medo. Medo. Não nasci nessa mudança. Nesse mundão de floresta. Luiz Marcelo de Jesus (Santo Amaro das Brotas, SE) Ele se forma quando os dois cumpadres, a cumadre e o cumpadre, namoram. Trai o marido e a mulher. Aí ele se faz. Passa pela cidade toda. E quando cai, já cai os dois separados. Baní Iaco da Costa Valente (Rio Branco, AC) É um bicho encantado. Um super braço peludo, que não sei nem como ele aguenta o verão. [som de tambor ao fundo] [música ao fundo] (?) O que eu mais gosto de fazer é empinar pipa. Ei tio, essa parada aqui está caindo. [música ao fundo] Antonio Pereira Rebouças (Aracajú, SE) Parece que sou um androide. Um androide é um robô que faz tudo que um humano faz. (?) Tá maior pesado. Eu vou andar com esse bagulho aqui para sempre? Aqui tem muitas aulas. O que eu mais gosto de fazer é robótica. Que é do Cadu. Criar jogos, fazer robô. Daniel da Silva Mendes (Bujari, AC) A minha história, é que ela é diferente. Eu sou diferente das outras crianças, mas eu digo diferente porque eu tenho dez anos. E com dez anos eu já descobri o meu destino, qual é a minha esperança, que é proteger a floresta. Isso, o meu destino é isso. E mais outras coisas. E também a minha história é que está dentro de três hinos, que é meu. E que se vocês me permitirem eu vou cantar. “O pássaro branco que aqui voou, foi se apresentar ao Pai Criador O pássaro branco que aqui voou, foi se apresentar ao Pai Criador O pássaro branco que voa baixinho, deixando a saudade e todo o carinho O pássaro branco que voa baixinho... [cantando] Renato Garcia Correa (Alter do Chão, PA) Eu estudo na Borari. O nome do meu pai é Renato. O nome da minha mãe é Nava Garcia. E eu tenho um cachorro, Dobipreco Brincalhão. Ele... Mas tu tem que imaginar. Deixa uma comida lá e o bichinho... A gente olha “prali” e o bichinho já tá lá comendo. Aí quando a gente já vai lá no banheiro ele está lá te olhando. E quando a gente vai sentar no sofá ele já está lá do teu lado. Ele é muito rápido. Nem mesmo dos cachorros grandes ele ganha. Mas o cachorrinho pode ser pequeno, mas faz muita coisa louca. Alice Maduro Ferreira (Alter do Chão, PA) Também a gente cuida do Romeu todos os dias. E quando ele está fedorento, mas muito fedorento. E ele tá lá em casa cheio de lama. Renato Garcia Correa (Alter do Chão, PA) A minha lembrança que eu nunca quase que eu não gostei foi quando meu pai Renato faleceu. Eu queria fazer muita coisa com ele. Tipo passear, levar o Dobi pra passear, brincar, monte de coisa. Mas quando ele faleceu, minha vida ficou incompleta. Guilherme Shaad (São Paulo, SP) Dói, dói, dói. Meu coração dói, dói, dói. Aí eu perguntei: “Mãe, por que meu coração dói?” Mãe: “Não sei, vamos ao médico.” Eu não quero, não quero cortar. Fazer cirurgia. Aí fomos ao médico. Chegando lá ele disse: “Não precisa fazer cirurgia. Faça poesia.” Alice Maduro Ferreira (Alter do Chão, PA) Palavra muito difícil... Tipo, dobradura? [música ao fundo] Eduardo Pinheiro Freire (Belo Horizonte, MG) Dimetilaminofenildimetilpirazolona. Luiz Marcelo de Jesus (Santo Amaro das Brotas, SE) A doença leptospirose. Que é difícil de falar e de escrever. Que a doença é que passa, que o rato passa na urina dele. Tem, helicóptero... Vinícius Cerqueira da Silva (Teresina, PI) Teleprestadores. (telespectadores) Henrique Pinheiro Freire (Belo Horizonte,MG) Inconstitucionalissimamente. Vinícius Cerqueira da Silva (Teresina, PI) É tipo aquilo. Tá numa câmera, conectado. Ah, sei lá... Uma tv, internet, tipo isso. Aí ele fala. Olá, tele... sei lá o quê? (telespectadores) Julia Aparecida Silva Marques (Teresina, PI) É quando... É uma palavra muito grande que eu não sei. Aí a tia apaga quando eu tô... Eu tô aqui ó, bem aqui. Aí ela manda eu soltar um parágrafo. Guilia Macário (São Paulo, SP) Paralelepípedo. Eu ainda acho difícil. Parareropípedo. Paralelepipedo Paraleipi.. Ah, sei lá! Antonio Pereira Rebouças (Aracajú, SE) Paralelepípedo Renato Garcia Correa (Alter do Chão, PA) No final eu sempre falo: “pípedo” Antonio Pereira Rebouças (Aracajú, SE) Eu só sei que paralelepípedo é uma pedra triangular e grande. E tu? O que, na verdade, é um tipo de pedregulho. Pedregulho. [música ao fundo] Guilia Macário (São Paulo, SP) A primeira coisa que eu falei, quando eu era menor, eu falei papai. Samuel de Feitosa Sousa (Teresina, PI) Meu pai já morreu. Guilia Macário (São Paulo, SP) Eu gosto de sair com meu pai, eu gosto de sair com a minha mãe, eu gosto de ir pra escola. Samuel de Feitosa Sousa (Teresina, PI) Eu morava em Altos, aí meu irmão queria brincar de ninja, eu fui brincar com ele. Primeira vez, eu fui pular, eu fiz foi cair, mas a outra vez eu fui pular no muro, caí não. [música ao fundo] Meu irmão é um pouco chato. Nós somos gêmeos, mas ele é mais zangado e eu sou mais feliz. [música ao fundo] Keroláine Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Quando eu era pequenininha, eu tenho foto que a minha mãe pintava assim, ela deixava meu cabelo curtinho, com um vestidinho que era bem pequenininho, quando eu usava, eu ainda tenho na minha mochila. Eu guardava ele, ainda tá na minha mochila. Mas só que a minha mãe... Ela jogou no lixo, porque já era bem velhinho. Yunar Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Eu morava lá na aldeia, depois a minha mãe puxava meu cabelo, me apanhava. Aí depois eu fui morar lá no Santa Rosa. Keroláine Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Tem gente que não sabia falar em português, só sabia falar em nossa língua mesmo. Aí eles tinham vergonha. Tipo assim, a gente chama de vocês “náua”. Vocês são “náua”. Porque vocês não parecem assim com índio, né? Reidicley Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Quando eu era pequenininho, o tamanho do meu irmão que anda, eu não conseguia falar. E a mamãe tava me aprendendo a falar. Quando eu quis aprender a falar índio, eu não tava nem conseguindo, só falava tudo errado. Aí meu pai me pegou, tava me ensinando a falar índio. Até que eu aprendi a falar índio. Yunar Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Eu falava na língua da aldeia, aí depois meu pai me ensinava. Aí eu falava igual isso que eu tô falando. Aí depois ele foi me ensinando, me ensinando, aí eu aprendi. Reidicley Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Eu gosto mais dessa, porque eu acho fácil, porque dos índios não conseguem nem falar direito. Fala tudo errado. [música ao fundo] Tiê Nicolau Santos Costa (Aracaju, SE) Eu tinha medo de ser picado por uma cobra. Porque aconteceu que eu tava na fila de um balanço lá, que meu pai fez pra mim, e eu acabei pisando numa cobra. Eu tenho até hoje medo dessa cobra, que ela tenha ficado adulta e ela tem um pouquinho desse rancor de mim. E queira me picar, então eu fico com um pouquinho de medo quando eu passo pelo lugar. Eu gosto muito daqui e de lá, mas pra mim eu prefiro lá. Na Amazônia, né? [música ao fundo] Keroláine Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Assim que eu cheguei, eu admirei essa cidade, porque era muito grande, era muito bonito. Chega a se “arrupiei”. Eu pedi pro meu pai que a gente ia passear, olhar a cidade. Tiê Nicolau Santos Costa (Aracaju, SE) Eu me sinto livre de ir lá, posso ficar descalço, então eu amo lá. Keroláine Rodrigues Kaxinawá (Rio Branco, AC) Nota: [Fala em língua indígena não traduzida] Guilherme Shaad (São Paulo, SP) “O meu coração semente entra na terra e brota flor-jardim. Ele cresce, se ramifica e se espalha, se espalha, se espalha, se espalha pelo mundo. Então, esse coração germinado retorna e fica guardado dentro de mim.“ [declamando] Daniel da Silva Mendes (Bujari, AC) Sou o caboclinho da mata e minhas penas são de arara. Sou o caboclinho da mata e minhas penas são de arara. O meu arco é de pupunha e minhas flechas são de traquaia. O meu arco é de pupunha e minhas flechas são de traquaia. (taquara) Mainá Oliveira Freire (Aracaju, SE) Eu falo carioca, só que eu tinha que falar sergipano, só que era muito difícil. Aí eu fiquei falando tudo misturado. De vez em quando eu falava “ti”, de vez em quando eu falava “ti”. Bom dia, tudo bem? Bom dia, tudo bem? Tiê Nicolau Santos Costa (Aracaju, SE) Aqui a gente fala: “quatro mês”, né? Lá a gente fala: “quatro meses”. Então, tipo, lá é mais brasileiro do que aqui. Mainá Oliveira Freire (Aracaju, SE) A minha antiga escola todo mundo era de fora. Aí eu peguei a mania. É por isso que eu fiquei carioca, eu entrei falando tudo sergipano.
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