Angola e São Tomé e Príncipe - parte 1

Museológico

Tipo

Nato-digital

Gênero documental

Audiovisual

Tipo documental

Video

Incorporação Anterior

C4_STP + ANG2_1 GC

Código de Inventário

noli_aud_130

Título

Angola e São Tomé e Príncipe - parte 1

Descrição

O vídeo aborda São Tomé e Príncipe e Angola por meio de uma sequência de imagens e breves textos que revelam aspectos das realidades político-sociais desses territórios. As cenas mostram suas populações, situações do dia a dia e diferentes manifestações culturais. O material inclui ainda informações históricas e geo-políticas que ajudam a contextualizar esses espaços. Transcrição dos poemas: "Tenho uma ilha por dentro de mim cheia de corais e praias sem fim que chora e repete na longa distância os dias e as horas que me deu na infância" Olinda Beja "Não há na de errado em ser afro-LusoO perigo está em não ter consciência disso ... Não é a cor da pele nem a saudade Que nos faz pertencer a determinado lugar" Kalaf Epalanga "A pergunta no ar No mar Na boca de todos nós: - Luanda onde está? Silêncio nas ruas Silêncio nas bocas Silêncio nos olhos" Agostinho Neto

Suporte/Material

Digital

Duração (HH:MM:SS)

00:09:00

Formato

MP4

Contexto de produção

Em São Tomé e Príncipe, a presença portuguesa remonta ao século XV, quando o arquipélago foi ocupado e transformado em um importante centro agrícola baseado no trabalho escravizado. Ao longo dos séculos, diferentes grupos africanos ali chegaram e, em contato com o português, originaram crioulos que moldaram profundamente a vida social e cultural local. A independência, conquistada em 1975, marcou o início de um esforço contínuo de consolidação política e afirmação identitária. Hoje, o português convive com esses crioulos, formando um repertório linguístico que expressa tanto a herança colonial quanto a criatividade e a diversidade das populações santomenses. Em Angola, a colonização portuguesa se estruturou por meio de relações complexas com reinos locais, como o Ndongo e o Congo, e se aprofundou com o tráfico atlântico e a exploração econômica ao longo dos séculos. A luta pela independência, também alcançada em 1975, foi seguida por um período prolongado de conflitos internos, que impactaram profundamente o país. Nesse contexto, a língua portuguesa tornou-se um elemento de unificação nacional, coexistindo com inúmeras línguas angolanas e adquirindo características próprias nos ritmos, expressões e modos de fala que revelam a vitalidade cultural do território. Na Guiné Equatorial, o português passou a integrar oficialmente o cenário linguístico do país no século XXI, após sua entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2014. Ainda que o espanhol e o francês permaneçam como idiomas predominantes, o país tem adotado políticas para ampliar o ensino de português, inclusive com sua inserção formal no sistema educativo, conforme decretado em 2023. Essa adoção reforça vínculos diplomáticos, culturais e econômicos com o espaço lusófono e acompanha um movimento de fortalecimento da presença da língua no país, mesmo que seu uso cotidiano ainda esteja em fase inicial de expansão. Ao longo do vídeo, imagens e pequenos textos retratam as condições político-sociais desses países, suas populações, cenas cotidianas e formas de expressão cultural, entrelaçando dados geo-políticos e históricos para compor um retrato sensível desses espaços no conjunto da experiência Nós da Língua.

Tópico relacionado

Geografia

Independência

Descritores

África

Angola

Olinda Beja

São Tomé e Príncipe

Kalaf Epalanga

Agostinho Neto

Guiné Equatorial

Data de Entrada

2020-02-21

Método de Entrada

Licenciamento

Proveniência

Getty Images Brasil

Sérgio Garcia Guerra

Motivo da Entrada

Para compor exposição de Longa Duração do Museu da Língua Portuguesa.

Exposição

Angola

São Tomé E Príncipe

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Data final