O vídeo reúne trechos do programa “A colônia onde todas as mulheres tinham de se chamar Maria”, integrante da série Racismo em Português, promovida pelo jornal Público, com reportagem de Joana Gorjão Henriques. Ao longo do programa, diferentes vozes analisam os efeitos do colonialismo português na Guiné-Bissau, especialmente no apagamento de identidades por meio da imposição de nomes e categorias sociais. Nela Dautarin da Costa aborda a diversidade multiétnica africana e as distinções artificiais criadas pelo regime colonial, enquanto Leopoldo Amado discute as especificidades do sistema colonial português em comparação aos modelos francês e inglês. Miguel de Barros reflete sobre os critérios que definiam quem era considerado “civilizado”, e depoimentos pessoais revelam as desigualdades de tratamento entre assimilados à cultura portuguesa e populações indígenas, bem como as condições que determinavam o reconhecimento da cidadania. O vídeo se encerra com o relato do escritor e estudioso Abdulai Silá, que compartilha sua experiência entre a educação missionária e a escola corânica, evidenciando os conflitos e sobreposições culturais produzidos pelo colonialismo.
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