O vídeo começa apresentando dados geo-políticos dos países africanos Angola e Guiné-Bissau, como sua localização, sua capital, seu número de habitantes e de falantes de português. Em seguida, mostra diversos poemas e imagens passadas em sequência que ilustram as condições político-sociais dessas nações, bem como as populações locais, cenas cotidianas e momentos de expressão cultural.
"Escrevo em português porque é a minha língua materna e a minha língua do coração, é a língua do meu afeto, é a língua onde eu posso traduzir os meus sonhos. (...) Só posso traduzir meus sonhos numa língua que eu chamo “língua (des)portuguesa”, porque é a língua portuguesa, mas com influência das modalidades, do ritmo, da loucura que é a língua portuguesa de Angola." Ondjaki
"Naquela roça grande não tem chuva é o suor do meu rosto que rega as plantações" Antonio Jacinto
Nós vencemos a escravidão, a colonização, a guerra de independência, a guerra civil, a corrupção: o caos fez de nós aquilo que somos. Binelde Hyrcan
"Ó negro de África
negros de todo o mundo
eu junto ao vosso canto
a minha pobre voz
os meus humildes ritmos.
Eu vos acampanho
pelas emaranhadas áfricas
do nosso Rumo." Agostinho Neto
"Falei da língua
Da míngua
Da letra
(So)letrei a minha nostalgia
Lendo pasmado
Nos olhos desmesurados
O infinito" Odete Semedo
"Os guineense e a Guiné ainda têm de aprender a lidar com o seu bilinguismo, especialmente do português e do kriol." Ernesto Dabo
"'Ser negro' é uma invenção que faz lembrar a escravidão e os navios negreiros. Cultura negra não existe, como não existe cultura branca." Carlos Vaz
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