O vídeo começa apresentando o continente asiático, para em seguida destacar a Malásia e após o local em que está localizado Malaca. Ao final, indica as línguas oficiais, o número de habitantes e o de falantes de língua portuguesa.
Um pouco sobre Malaca
Malaca é um Estado da Malásia, região em que os portugueses se estabeleceram em 1511, expulsando o sultão e seus súditos. O local, ponto de controle e ligação entre as feitorias e fortalezas portuguesas localizadas no Japão e na China, era base estratégica para o comércio dos navegadores portugueses. Em 1641, os portugueses foram derrotados pelos holandeses, mas muitos portugueses e seus descendentes permaneceram, integrando-se à sociedade local, mantendo costumes e modos de vida da ex-colônia. No início do século XVIII, o controle de Malaca foi cedido aos britânicos que ali ficaram até 1957, com a independência da Malásia. Desde então o inglês e o chinês tornaram-se as línguas preferenciais dos habitantes locais.
Língua em extinção: papiá kristang
Com a presença dos navegantes, comerciantes e missionários portugueses a partir do século XVI, formaram-se e difundiram-se diferentes crioulos de base portuguesa em Malaca. Mas poucos sobrevivem nos nossos dias, raramente como línguas maternas, às vezes apenas na memória dos mais idosos ou como vestígios nas tradições orais e religiosas. Hoje, na região portuária do terceiro menor estado da Malásia, resiste o papiá kristang, ou crioulo de Malaca, mistura do malaio com o português. Papiá vem do verbo português “papear’ (=falar; tagarelar); e kristang vem de “cristão”. O Papiá kristang, que quer dizer “língua de cristão”, hoje, é falado por cerca de 2 mil pessoas, entre os habitantes de Malaca e algumas pequenas comunidades de imigrantes em Kuala Lumpur e Singapura. Acredita-se que foi o papiá kristang, levado de Malaca, que deu origem ao patuá falado em Macau.
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