Trecho do programa “Rota da escravatura” desenvolvido pelo Jornal Público em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos. Nele a historiadora Benigna Zimba mostra os locais históricos de Moçambique enquanto discorre sobre a presença portuguesa no país e sua relação com o comércio escravocrata, que perdurou séculos e capturou milhões de moçambicanos.
Falas destacadas:
Benigna Zimba, historiadora fala: “Por exemplo, veja aqui só, temos 1808, é o barco Lusália, vinha de Moçambique, da Ilha de Moçambique, saiu com 400 escravos, então isto não é invenção, isto é aquilo que vem na folha do navio”.
“A presença colonial portuguesa em Moçambique começa em 1497. 1505 é onde nós.. são marcos que significam a presença de fato, a presença em diferentes portos. Nós temos o porto de Lourenço Marques ou Delagoa Bay, e mais tarde conhecido por Maputo, e até hoje conhecido por Maputo. Nós temos Inhambane a seguir, nós estamos a falar de sul para norte, nós temos a Beira, nós temos Quelimane, ou da Ilha de Moçambique em cima a da Praia estão no norte onde havia pouco controle entre aspas da presença colonial. Temos, por exemplo, em 1805 saíram 20 mil escravos de Moçambique. Podemos dizer que na primeira década, nos primeiros 15 anos do século XIX, houve uma saída massiva de escravos. Porque 20 mil é um número representativo.
“Nós temos num período de dois século no mínimo de 9 milhões contabilizados… mínimo”
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