Museológico

Rota da escravatura

Identificação do documento/obra

Tipo documental
Código de Inventário
noli_aud_78
Título
Rota da escravatura
Descrição

Trecho do programa “Rota da escravatura” desenvolvido pelo Jornal Público em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos. Nele a historiadora Benigna Zimba mostra os locais históricos de Moçambique enquanto discorre sobre a presença portuguesa no país e sua relação com o comércio escravocrata, que perdurou séculos e capturou milhões de moçambicanos.

Falas destacadas:
Benigna Zimba, historiadora fala: “Por exemplo, veja aqui só, temos 1808, é o barco Lusália, vinha de Moçambique, da Ilha de Moçambique, saiu com 400 escravos, então isto não é invenção, isto é aquilo que vem na folha do navio”.

“A presença colonial portuguesa em Moçambique começa em 1497. 1505 é onde nós.. são marcos que significam a presença de fato, a presença em diferentes portos. Nós temos o porto de Lourenço Marques ou Delagoa Bay, e mais tarde conhecido por Maputo, e até hoje conhecido por Maputo. Nós temos Inhambane a seguir, nós estamos a falar de sul para norte, nós temos a Beira, nós temos Quelimane, ou da Ilha de Moçambique em cima a da Praia estão no norte onde havia pouco controle entre aspas da presença colonial. Temos, por exemplo, em 1805 saíram 20 mil escravos de Moçambique. Podemos dizer que na primeira década, nos primeiros 15 anos do século XIX, houve uma saída massiva de escravos. Porque 20 mil é um número representativo.

“Nós temos num período de dois século no mínimo de 9 milhões contabilizados… mínimo”

Características

Suporte/Material
DigitalMaterial
Duração (HH:MM:SS)
00:03:09
Formato
MP4

Contexto de produção

Jornal Público realizaçãoInstituição
Benigna Zimba participantePessoa
Local de Produção
Contexto de produção
O excerto do programa “Rota da escravatura”, com a historiadora Benigna Zimba, reforça uma dimensão central da experiência Nós da Língua Portuguesa: a compreensão de que a circulação da língua esteve profundamente vinculada a processos históricos marcados por coerção, deslocamentos forçados e relações de poder desiguais. O vídeo evidencia, por meio de dados documentais sobre o tráfico de pessoas e a longa presença portuguesa em portos moçambicanos, que a expansão do português não ocorreu de modo neutro, mas acompanhou práticas que moldaram de forma duradoura as sociedades envolvidas. Inserido na instalação, o material permite ao visitante compreender que a língua, embora hoje seja lugar de criação cultural, também carrega marcas de experiências traumáticas. A fala da historiadora recupera vozes silenciadas e situa a língua dentro de trajetórias nas quais resistência, imposição e reinvenção se entrelaçam ao longo dos séculos. Assim, o vídeo contribui para que o público perceba que a vitalidade atual do português resulta de processos históricos complexos, nos quais diferentes povos transformaram esse idioma à medida que enfrentavam profundas rupturas. Dessa forma, a obra reforça a proposta da experiência ao mostrar que a língua portuguesa se constitui tanto pela força criativa dos povos que a falam quanto pelas memórias que atravessam sua formação.

Contexto e relações

Entrada do objeto

Data de Entrada
2019
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Rádio e Televisão de Portugal
Motivo da Entrada
Para compor Exposição de Longa Duração.

Relações