Museológico

Xitchuketa Marrabenta

2010

Identificação do documento/obra

Tipo documental
AudiovisualVideoclipeGênero Documental
Código de Inventário
noli_aud_75
Título
Xitchuketa Marrabenta
Descrição

Videoclipe da canção “Xitchuketa Marrabenta” de Stewart Sukuma.

Letra:

Eu sou o olho
Que espreita sorrateiro entre os caniços
Do quintal da dona maimuna
Os corpos lascivos e reluzentes
Eu sou a mão que batuca
E que esfrega teu corpo no chão
Sou o sonho das pretas rebolando
Dançando marrabenta
Vem pra roda

Vem pra roda
Gira o corpo
Mãos nas ancas
Senta embaixo
Xitchuketa marrabenta
Mayo!
Vem pra roda
Tira sapato
Levanta a poeira
Senta embaixo
Reinventa a marrabenta
Mayo!

Eu sou o pé que varre o chão
O pavor da solidão
Afugento a escravidão
Sou o pobre e sou o pão
Eu sou o pé que varre o chão
O pavor da solidão
Afugento a escravidão
Sou o sonho da canção

Vem pra roda
Gira o corpo
Mãos nas ancas
Senta embaixo
Xitchuketa marrabenta
Mayo!
Vem pra roda
Tira sapato
Levanta a poeira
Senta embaixo
Reinventa a marrabenta
Mayo!

Marrabenta é a nossa história nossa tradição
Vem do povo que nunca esquece é o canto da nação
Nosso samba, nosso carnaval
É cultura de homem pobre mas com nobreza no coração
Vem do bairro e traz o sonho de crescer e se revelar
Se revelar no mundo da canção
Vem pra roda

Vem pra roda
Gira o corpo
Mãos nas ancas
Senta embaixo
Xitchuketa marrabenta
Mayo!
Vem pra roda
Tira sapato
Levanta a poeira
Senta embaixo
Reinventa a marrabenta
Mayo!

Características

Suporte/Material
DigitalMaterial
Duração (HH:MM:SS)
00:04:08
Formato
MP4

Contexto de produção

Stewart Sukuma cantorPessoa
Silvestre Júnior produção do videoclipePessoa
Agostinho Carlos direção do videoclipePessoa
Local de Produção
Contexto de produção
O videoclipe de Xitchuketa Marrabenta reforça a intenção de Nós da Língua Portuguesa de evidenciar como a língua se articula a práticas culturais que expressam modos singulares de viver e criar. A marrabenta, assumida na canção como marca de identidade coletiva, revela um espaço onde o português se entrelaça a ritmos, gestos e memórias que atravessam bairros urbanos e experiências populares. Com isso, a instalação integra um exemplo potente de como língua e música se nutrem mutuamente, permitindo ao visitante perceber que o português não se limita a formas normativas, mas se expande na fluidez de manifestações que nasceram de trajetórias comunitárias. A presença da marrabenta, portanto, reforça a ideia de uma língua múltipla, construída por vozes que atribuem novos sentidos às suas palavras e ritmos.

Contexto e relações

Tópico relacionado
MúsicaAssunto
TradiçãoAssunto

Entrada do objeto

Data de Entrada
28/04/2020
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Luis Pereira (Stewart Sakuma)
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Relações