Bauru recebeu, em 2018, a exposição itinerante Estação da Língua Portuguesa, que percorreu sete cidades do interior paulista — Tatuí, Santos, Rio Claro, Taubaté, São Carlos, Bauru e Presidente Prudente — levando ao público parte do acervo, dos sons e das imagens do Museu da Língua Portuguesa. A mostra apresentou uma versão ampliada em relação às itinerâncias anteriores, com novos conteúdos e experiências interativas que exploravam a língua portuguesa como um patrimônio imaterial, vivo e em constante transformação.
Com uma estrutura totalmente itinerante, transportada em caminhões e montada em até sete dias, a exposição convidava o público de Bauru a embarcar em uma viagem pela história, diversidade e expressões da língua portuguesa. Logo na entrada, a Torre Estação da Língua Portuguesa dava boas-vindas aos visitantes, conduzindo-os ao primeiro módulo, "As Origens", uma instalação cenográfica que remetia a uma estação ferroviária e apresentava uma videoanimação sobre a formação da língua e sua expansão pelo mundo.
No módulo "O que nos une", o vídeo Sotaques, baseado no texto O Paraíso são os outros, de Valter Hugo Mãe, mostrava a pluralidade do idioma nos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Já "O Desembarque" trazia uma Linha do Tempo atualizada com o novo acordo ortográfico e expressões recentes que surgiram com a popularização da internet e das redes sociais.
Em "Os Trilhos", os visitantes exploravam palavras de diferentes origens que se incorporaram ao português brasileiro, enquanto o "Espaço Lusófono", dedicado a professores e estudantes, apresentava o vídeo Raiz Lusa, com especialistas discutindo a formação da língua portuguesa. O módulo "Falares Paulista" propunha, de forma lúdica e poética, um diálogo entre diferentes sotaques do estado, e "O Mundo da Língua" encerrava o percurso com vídeos que destacavam a relação entre a língua e a cultura, por meio da culinária e das danças.
A exposição foi realizada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com produção da Arquiprom e patrocínio da Sabesp (patrocínio máster), Instituto CCR, Vivo, Edenred Brasil e Ticket, via Lei Rouanet, além do apoio da Prefeitura de Bauru.