(Re)Viver línguas

Polo de Discussões 2025 

Língua e cultura são duas dimensões que, de tão presentes nas nossas vidas, acabamos por não notar. É como o ar que respiramos, só notamos quando algo fora do cotidiano acontece. Isso porque são formativas de quem somos, nós as construímos ao mesmo tempo que somos construídos por elas. Por isso também as duas estão intrinsecamente relacionadas: língua e cultura se constroem mutuamente. 

O ciclo do Polo de Discussões de 2025 foi composto por encontros que abordaram essa conexão. Do caleidoscópio de falares que reflete a diversidade cultural no Brasil aos processos de revitalização de línguas ameaçadas, apontando para teorias e práticas de resgate linguístico e cultural. 

O documento registra o primeiro encontro voltado à discussão sobre a diversidade linguística e cultural no Brasil. A atividade teve como objetivo explorar a relação entre variação dialetal e riqueza cultural do país, destacando a interconexão entre língua e cultura. O encontro contou com a participação de Manoel Mourivaldo Santiago (DLCV-USP), que apresentou um panorama da variação linguística no Brasil e ressaltou a constante evolução da língua, e de Karolin Obert, que discutiu a relação entre língua e diversidade cultural.
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Considerando a natureza dinâmica das línguas e a grande diversidade de falares do Brasil, a proposta deste primeiro encontro foi explorar a relação entre a diversidade linguística e a diversidade cultural em nosso país, como a variação dialetal reflete a riqueza cultural de nosso país e como a língua e a cultura estão intrinsecamente ligadas.

Com:

Manoel Mourivaldo Santiago (DLCV-Universidade de São Paulo)

Karolin Obert (University of Texas at Austin)

ver detalhesPolo de Discussões | Ecos da diversidade: língua e cultura no Brasil

O Polo de Discussões é uma iniciativa do Museu da Língua Portuguesa voltada a debater temas centrais sobre língua, cultura e sociedade, em parceria com instituições acadêmicas e científicas. O segundo encontro do Polo de Discussões, (Re)Viver línguas, buscou aprofundar o debate sobre a diversidade linguística e avançar na consolidação de bases científicas para pesquisas em revitalização linguística no Brasil. A atividade contou com as palestras “A Revitalização Linguística: Teoria e Prática”, com o Prof. Dr. Luiz Amaral (University of Massachusetts), e “Os desafios da revitalização linguística no Brasil”, com a Profª Bruna Franchetto (UFRJ/Museu Nacional). O vídeo produzido no Auditório do Museu da Língua Portuguesa e disponibilizado no canal oficial do Museu no YouTube.

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Com o objetivo de aprofundar o diálogo sobre a diversidade linguística e avançar no estabelecimento das bases científicas da pesquisa em estudos de revitalização linguística no Brasil, a atividade foi composta pelas palestras “A Revitalização Linguística: Teoria e Prática” e “Os desafios da revitalização linguística no Brasil”. 

O evento marcou uma parceria do Museu da Língua Portuguesa com o Grupo de Estudos em Revitalização (GERe), da Comissão para Línguas Indígenas da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN).

Com:

Luiz Amaral (University of Massachusetts)

Bruna Franchetto (UFRJ/Museu Nacional)

ver detalhesPolo de Discussões | Diversidade linguística no Brasil: preservação e revitalização

 

Evento em que foi discutido o BRASLIND, termo para o português como língua indígena no Brasil. Essa modalidade, marcada pela influência de línguas nativas, resulta em variedades únicas que refletem a diversidade cultural e linguística de cada povo. O debate abordou esse conceito e seus diferentes “portugueses indígenas”.

Com:

Altaci Kokama (UnB / GT Global para a Década das Línguas Indígenas - UNESCO)

Karina Kambeba (UFFS / GT Braslind na Década das Línguas Indígenas)

Evandro Bonfim (UFRJ / UFSCar)

ver detalhesPolo de Discussões | BRASLIND: O português como língua indígena no Brasil