Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação

Exposição

Código de nomeação

NPBE

Titulo

Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação

Sub-título

Belém

Tipo de Exposição

Exposição itinerante

Área expositiva

Centro de Exposições Eduardo Galvão no Parque Zoobotânico

Descrição

Belém foi a primeira cidade brasileira a receber a itinerância da exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, realizada pelo Museu da Língua Portuguesa. A mostra propôs um mergulho na história, na memória e na realidade atual das línguas dos povos indígenas do Brasil, por meio de objetos etnográficos e arqueológicos, instalações audiovisuais e obras de arte. Seu objetivo foi apresentar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, as histórias, memórias e identidades desses povos, evidenciando suas trajetórias de luta e resistência, bem como os cantos e encantos de suas culturas. Uma das principais novidades da edição em Belém foi a incorporação de objetos das coleções de arqueologia e etnografia salvaguardadas pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição reconhecida internacionalmente por seu acervo de referência sobre a Amazônia. Entre os itens destacados estavam botoques – adornos utilizados para o alargamento do lábio inferior – e tembetás – peças de quartzo tradicionalmente colocadas sob os lábios. Ambos são símbolos que remetem à valorização da oratória e da escuta entre diversos povos indígenas. Também integrou a mostra um raro banco esculpido em quartzo, associado, na cosmovisão tukano, à avó do universo, Yepário. A exposição partiu da concepção de que "língua é pensamento, língua é espírito, língua é uma forma de ver o mundo e apreciar a vida", conforme definido por sua curadora, a artista indígena Daiara Tukano. O título da mostra, em Guarani Mbya, expressa essa visão: nhe’ẽ significa espírito, sopro, vida, palavra, fala; porã, por sua vez, quer dizer belo, bom. Juntos, os termos remetem a "belas palavras", "boas palavras" – palavras sagradas que dão sentido à experiência humana sobre a Terra. Com trajetória de mais de 150 anos em pesquisa, preservação e divulgação das culturas indígenas, o Museu Goeldi contribuiu ainda com o projeto Replicando o Passado, desenvolvido em parceria com ceramistas do distrito de Icoaraci, em Belém. Fruto dessa iniciativa, foi incluída na exposição uma réplica de urna funerária marajoara, originalmente criada por povos indígenas que habitaram a região amazônica desde aproximadamente o ano 500.

Palavra-chave

Línguas Indígenas

Tupi

Macro-Jê

Pano

Aruak

Karib

Tukano

Arutani

Yaathe

Espírito

Sopro

Vida

Palavra

Fala

Temática

Línguas Indígenas

Parcerias e Patrocínios

Instituto Cultural Vale

Instituto Socioambiental

Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - MAE-USP

Museu do Índio da FUNAI

Organização e Realização

Museu da Língua Portuguesa

Museu Paraense Emílio Goeldi

UNESCO

Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas

Governo do Estado de São Paulo

Ministério da Cultura

Governo Federal do Brasil

Curadoria

Daiara Tukano

Luciana Raccanello Storto

Entidade Relacionada

Carlos Antônio Luque

Clara de Assunção Azevedo

André de Araújo Souza

Renata Motta

Vitória Boldrin

Roberta Saraiva Coutinho

Marina Sartori de Toledo

Nilson Gabas Júnior

Helena Pinto Lima

Sue Anne Costa

Emanoel de Oliveira Junior

Malu Paiva

Flávia Constant

Hugo Barreto

Luciana Gondim

Gisela Rosa

Majoí Favero Gongora

Altaci Kokama

Gustavo de Godoy

Estúdio GRU

Bruna Keese

Anna Turra

Marcos Santos

Milenium Transportes

É parte de

Exposições

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Imagem

Local

Belém

Local de Realização

Museu Paraense Emílio Goeldi

Data Inicial

2024-02-07

Data Final

2024-07-28

coordinates

-1.4563432,-48.501299,4