Línguas africanas que fazem o Brasil
Exposição
Código de nomeação
LAFB
Titulo
Línguas africanas que fazem o Brasil
Tipo de Exposição
Exposição temporária
Área expositiva
1º Andar
Descrição
A exposição "Línguas Africanas" foi realizada no Museu da Língua Portuguesa, na sala de exposições do primeiro andar, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana. A mostra destacou a influência das línguas dos habitantes da África Subsaariana, como o iorubá, eve-fom e as do grupo bantu, na configuração do português falado no Brasil. Essas línguas contribuíram significativamente para o vocabulário, a pronúncia e a entonação do português brasileiro, mesmo que essa influência não seja amplamente reconhecida pelos falantes. Essa herança linguística e cultural foi legada por cerca de 4,8 milhões de africanos trazidos ao Brasil de forma violenta entre os séculos 16 e 19, durante o regime escravocrata. A exposição recebeu o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas, impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Palavras como bunda, xingar, marimbondo, dendê, canjica, minhoca e caçula foram destacadas e podiam ser ouvidas nas vozes de pessoas que residem na região da Estação da Luz, onde o museu está localizado. Outro destaque foi a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, no Carnaval de 1996. Além disso, cerca de 20 mil búzios foram suspensos e distribuídos pelo ambiente. A exposição também contou com duas videoinstalações da artista visual fluminense Aline Motta. Na obra "Corpo Celeste III", emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala, a artista destacou formas milenares de grafias centro-africanas, especificamente as do povo bakongo. Já em "Corpo Celeste V", criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa, quatro provérbios em quicongo, umbundo, iorubá e quimbundo, traduzidos para o português, foram exibidos em movimento nas paredes. A baiana Rebeca Carapiá, um dos principais nomes da nova geração da escultura no país, assinou obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas, a partir de seu trabalho com metais. A exposição também mostrou como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português, como "Escravos de Jó" e "Abre a roda, tindolelê". Além dos búzios, a mostra explorou outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas, como os cabelos trançados e os turbantes. Outro exemplo da linguagem não-verbal foram os tambores, que compuseram uma cenografia com projeções criadas por Aline Motta, incluindo imagens do mar e trechos do texto "Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira", de Lélia Gonzalez. A exposição "Línguas Africanas" contou com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra e da CAIXA.
Palavra-chave
Línguas Africanas
Diáspora africana
Eve
Fon
Influência Iorubá
Língua Iorubá
África Subsaariana
Regime Escravista
Bloco Afro Brasil
Civilizações Bantu
Temática
Línguas Africanas
Parcerias e Patrocínios
Petrobrás
CCR
Instituto Cultural Vale
John Deere Brasil
Itaú Unibanco
Grupo Ultra
Caixa
Organização e Realização
Museu da Língua Portuguesa
Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas
Governo do Estado de São Paulo
Curadoria
Tiganá Santana
Mayara Carvalho
Entidade Relacionada
Juliana de Arruda Sampaio
Niyi Tokunbo Mon'a-Nzambi
Juliana de Arruda Sampaio
Mayara Carvalho
Tiganá Santana
Niyi Tokunbo Mon'a-Nzambi
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Stella Tennenbaum
Maristella Pinheiro
Matheus Perelmutter
Casaplanta
Julia de Francesco
Beatriz Vinci
João Loureiro
Julia Calasso
Oga Mendonça
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Fernando Rabelo
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Santa Luz
Ago+Media
Juliana de Arruda Sampaio
Richner Allan
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Adenor Gondin
Amanda Tropicana
Antonello Veneri
Bartira Lôbo
Diogo de Andrade
Edgar Rocha
Helen Salomão
Chef João Victor Gomes
Juh Almeida
Lázaro Roberto
Pablo Monteiro
RYS Conservação de Obras de Arte
Rogério Sousa
Aline Motta
Clementina de Jesus
Daniel Brito
Eustáquio Neves
Goya Lopes
Ilú Obá de Min
J. Cunha
Joel Yamaji
Letieres Leite
Lorenzo Dow Turner
Luiz Poeira
Marina Quintanalha
Mário de Andrade
Oga Mendonça
Orkestra Rumpilezz
Rafael Galante
Rebeca Carapiá
Giulia Lapetina
Thiago Carvalho
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Anna Carolina Bueno
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Howeden
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Local
São Paulo
Local de Realização
Museu da Língua Portuguesa
Item do acervo
Línguas africanas que fazem o Brasil
Línguas africanas que fazem o Brasil
Pesquisa
Escultura Nkisi
Exposição
Atlânticos
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Data Inicial
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Data Final
2025-02-09
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Destaque
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