Exposições

    Sonhei em português!

    12nov202112jun2022
    Tipo de Exposição
    Número de Público
    • 31.759
    Área expositiva
    • 1º Andar
    A exposição temporária "Sonhei em português!" entrou em cartaz no Museu da Língua Portuguesa em 12 de novembro. Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, a mostra abordou a migração como um direito humano, revelando como o deslocamento contemporâneo foi atravessado pela questão da língua.

    A exposição destacou a experiência de imigrantes de várias nacionalidades em São Paulo, uma cidade profundamente ligada à imigração. O título da mostra veio de um depoimento que simbolizou a ligação pessoal do imigrante com a nova terra.

    Logo na entrada, a sala Deslocamentos Cruzados apresentou instalações visuais e sonoras que refletiram a diversidade de idiomas em uso. Uma vitrine exibiu letras e caracteres de várias línguas, como árabe, coreano, chinês, hebraico e cirílico. Cantos em diferentes idiomas, reunidos pela cantora Fortuna, compuseram a trilha sonora da exposição.

    A segunda sala, Tanto mar, foi ocupada pela instalação inédita "Travessia", criada por Leandro Lima, que evocou a travessia de um oceano. Textos poéticos projetados nas paredes falaram sobre o partir, em uma instalação do Coletivo Bijari.

    Na sala Para esta cidade, doze caixas apresentaram objetos que tematizaram a experiência migratória, articulados a vídeos de imigrantes de várias nacionalidades. Um mini auditório exibiu vídeos sobre a imigração do século XXI, com curadoria de Solange Farkas.

    Na saída, a sala Do Brasil para apresentou depoimentos de brasileiros que vivem em outros países, abordando questões linguísticas e a saudade do Brasil.

    A exposição "Sonhei em português!" complementou a abordagem histórica dos fluxos migratórios na construção do português falado no Brasil. Com patrocínio do Grupo Volvo e apoio do escritório Mattos Filho, a mostra ficou em cartaz até junho de 2022.
    Sala 1
    A sala "Deslocamentos Cruzados" da exposição "Sonhei em português!" no Museu da Língua Portuguesa aborda a migração e a diversidade linguística. Logo na entrada, o nome da sala está impresso na parede, acompanhado de um texto introdutório que destaca São Paulo como uma cidade de migrantes e a migração como um direito humano. O texto enfatiza a importância de acolher e conviver com pessoas de diferentes culturas e línguas, enriquecendo nossa existência humana.

    O ambiente é preenchido por belos cantos em várias línguas, com seus diferentes sons, ritmos e sonoridades, selecionados pela curadora Fortuna Safdie. Esses cantos criam uma atmosfera que celebra a diversidade linguística.

    As colunas da sala são envolvidas por uma vitrine retangular transparente, formando uma instalação artística com fios entrelaçados, nos quais estão penduradas letras de diversos alfabetos, como árabe, coreano, chinês, hebraico e cirílico. Esses varais de letras evocam o trânsito de línguas no mundo contemporâneo. As letras são recortadas em material espelhado, e o piso é coberto por cacos de vidro, simbolizando as fraturas e dificuldades na travessia. A iluminação sobre os cacos e letras cria reflexos e brilhos, potencializando a experiência visual. A instalação foi criada por Marcelo Ferraz e Tanaka.

    A sala "Deslocamentos Cruzados" oferece aos visitantes uma reflexão sobre a riqueza e complexidade das línguas em trânsito, conectando a arte à vida em sociedade e às práticas cotidianas.
    Esta sala foi ocupada pela instalação inédita "Travessia", criada por Leandro Lima, que evocou a travessia de um oceano. Textos poéticos projetados nas paredes falaram sobre o partir, em uma instalação do Coletivo Bijari.
    Sala 3
    A sala "Para esta cidade" da exposição "Sonhei em português!" no Museu da Língua Portuguesa apresentou narrativas sobre a vida de imigrantes em São Paulo. O nome da sala foi impresso na parede, convidando os visitantes a explorar os doze nichos distribuídos pelo espaço.

    Cada nicho abordou um tema específico da experiência migratória: língua, desejo de migrar, transitoriedade, morada, trabalho, saúde, educação, direitos, comida, fé, afetos e redes, saudades e futuros. As vitrines ofereceram uma síntese poética de cada tema, combinando objetos variados como peças de vestuário, documentos, fotografias, brinquedos, símbolos nacionais, dinheiro, bordados, objetos religiosos, instrumentos musicais, celulares, jornais, cadernos de receitas, temperos, diários e poemas.

    Nos monitores, imigrantes de várias idades compartilharam suas histórias, respondendo a perguntas sobre suas vidas no país de origem, os motivos da viagem, as dificuldades enfrentadas, e suas experiências no Brasil. As narrativas destacaram questões jurídicas, acolhimento, busca de trabalho, saúde, moradia, educação, preconceitos, redes de apoio, integração, laços com o país de origem e perspectivas futuras.

    A sala enfatizou as questões linguísticas envolvidas na migração, lembrando que migrar é um "estar", não um "ser". Os depoentes representaram diversas nacionalidades presentes em São Paulo, como angolanos, congoleses, nigerianos, senegaleses, moçambicanos, chineses, coreanos, bolivianos, equatorianos, venezuelanos, peruanos, paraguaios, haitianos, palestinos, libaneses, sírios e portugueses.

    Os trajetos dos imigrantes foram representados por mapas esquemáticos, ilustrando suas jornadas e conectando os pontos de suas viagens.
    O módulo "Do Brasil para" da exposição "Sonhei em português!" apresentou depoimentos de imigrantes brasileiros que vivem em diferentes países, como Japão, Estados Unidos, Paraguai, Portugal, Austrália e Angola. Seis pequenos monitores, dispostos ao longo do corredor de saída, exibiram vídeos gravados em chamadas por computador ou celular.

    Nos vídeos, os imigrantes compartilharam histórias sobre suas vidas no Brasil, os motivos da viagem (políticos, econômicos, religiosos, afetivos, étnicos, ambientais, profissionais etc.), a própria viagem e um panorama de suas vidas no novo país. Eles abordaram questões jurídicas e de direitos, acolhimento do Estado, busca de trabalho, saúde, moradia, educação, problemas de preconceitos, redes de apoio, integração, laços com o país de origem, planos de futuro e desejos.

    O módulo deu forte ênfase às questões linguísticas implicadas nesse trânsito, destacando como a língua influencia e é influenciada pela experiência migratória.

    Créditos

    Parcerias e Patrocínios
    VolvoInstituição
    Mattos FilhoInstituição
    Organização e Realização
    Curadoria
    Entidade Relacionada
    Helena Tassara Pesquisa e Assistência de CuradoriaPessoa
    Marcelo Tassara Pesquisa e Assistência de CuradoriaPessoa
    Marcelo Macca Pesquisa e Assistência de CuradoriaPessoa
    Marcelo Ferraz Expografia BrasilPessoa
    Casaplanta Produção ExecutivaInstituição
    Beatriz Vinci Assistente de produção executivaPessoa
    DÍNAMO DESIGN Design GráficoInstituição
    Alexsandro Souza Design GráficaPessoa
    Anna Turra Projeto de iluminaçãoPessoa
    Deisy de Freitas Ventura Consultoria de conteúdosPessoa
    Jameson Martins Reginal Nasser Consultoria de conteúdosPessoa
    William Zarella Junior CenotécnicaPessoa
    Hugo Lefort CenotécnicaPessoa
    Spotilight Montagem de IluminaçãoInstituição
    Gala MontagemInstituição
    Mariane Tomi Sato MuseologiaPessoa
    Thais Carvalho MuseologiaPessoa
    Julio Kohl FotográficoPessoa
    Maxi Áudio Luz e Imagem Instalações AudiovisuaisInstituição
    Atlantis TransporteInstituição
    Liberty Seguro SeguroPessoa
    Watervision Comércio e Comunicação SinalizaçãoInstituição
    Alyne Azuma Revisão e tradução de textosPessoa
    All Dub Legendagem, Libras e AudiodescriçãoInstituição