Realizada entre 15 de agosto e 25 de outubro de 2015 no Espaço Estação do Museu da Língua Portuguesa, a exposição “Caixa de Letras” integrou o projeto Cultura na Rua, iniciativa dos Colégios Albert Sabin, Vital Brazil e AB Sabin, que buscou aproximar alunos, famílias e o público em geral das manifestações artísticas e culturais da cidade de São Paulo. Com entrada gratuita e curadoria do professor e designer gráfico Henrique Nardi, a mostra convidou os visitantes a refletirem sobre a presença constante das letras no cotidiano e sobre a importância da cultura tipográfica.
A exposição apresentou ao público uma experiência de descoberta sobre as tipografias que compõem o cenário urbano e editorial. Por meio de painéis e conteúdos visuais, os visitantes exploraram diferentes estilos de escrita: a escrita urbana — presente em pichações e letras vernaculares; as fontes editoriais, utilizadas em jornais, revistas, livros e dicionários; a tipografia destinada à sinalização, com destaque para a evolução das fontes nos totens da Avenida Paulista; e os tipos de madeira usados na impressão de cartazes entre os séculos XIX e XX.
A mostra reuniu uma seleção de 26 tipos nacionais e internacionais, acompanhados de histórico, características e exemplos de aplicação. Incluiu ainda algumas das fontes mais conhecidas do mundo, como Helvetica, Times New Roman, Comic Sans e Verdana, além de painéis sobre anatomia das letras, origem das fontes e exemplos de uso no cotidiano urbano — de placas de trânsito ao pixo e anúncios populares.
Durante todo o período, “Caixa de Letras” também ofereceu ações educativas abertas ao público, com atividades para crianças e jovens. Como parte da programação complementar, professoras dos três colégios foram capacitadas pelo curador para aplicar a oficina “Meu Alfabeto”, na qual os alunos puderam criar suas próprias letras e compreender os princípios da construção tipográfica.
A exposição reforçou a relevância da tipografia como campo que une linguagem, design e cultura visual, revelando ao público as formas e histórias por trás das letras que vemos e utilizamos todos os dias.