Exposições

    Augustina Bessa-Luís vida e obra

    15dez201429mar2015
    O Museu da Língua Portuguesa, em parceria com o Consulado Geral de Portugal em São Paulo, apresentou a exposição “Agustina Bessa-Luís, Vida e Obra”, concebida por Inês Pedrosa e João Botelho. A mostra prestou homenagem à escritora portuguesa Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, conhecida mundialmente sob o pseudônimo Agustina Bessa-Luís, nascida em 15 de outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante. Autora prolífica, ela produziu romances, contos, peças teatrais, livros infantis e crônicas, além de ter dirigido o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, entre 1990 e 1993.

    Instalada no saguão do terceiro andar do Museu, onde permaneceu até março de 2015, a exposição foi uma iniciativa do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em parceria com o Consulado Geral de Portugal em São Paulo. Para o diretor do Museu, Antonio Carlos de Moraes Sartini, a mostra representou uma oportunidade especial de aproximar o público brasileiro da obra de uma das mais importantes autoras da língua portuguesa, ainda pouco conhecida no Brasil.

    Composta por 20 painéis ilustrados com textos e fotografias, a exposição apresentou uma linha do tempo que percorre a trajetória intelectual e pessoal de Agustina: sua chegada ao Porto para estudar em 1935, a breve passagem por Coimbra nos anos 1940, a publicação de seu primeiro livro, Mundo Fechado (1948), e o reconhecimento internacional alcançado com o romance A Sibila (1954), obra que consolidou sua maturidade literária.

    Classificada pela crítica como neo-romancista, Agustina também demonstrou grande interesse pela obra de Camilo Castelo Branco e recebeu inúmeras distinções ao longo da carreira, como a Medalha de Honra da Cidade do Porto, a Ordem das Artes e das Letras da República Francesa (Grau de Oficial) e o Prêmio Camões em 2004. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas e muitas inspiraram adaptações cinematográficas, especialmente as dirigidas por Manoel de Oliveira, como Vale Abraão (1993) e O Convento (1995).

    A mostra destacou ainda o papel de Agustina nas principais instituições culturais portuguesas e sua retirada da vida literária a partir de 2006 devido a questões de saúde, reafirmando seu lugar como uma das vozes mais expressivas da literatura em língua portuguesa.

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