A língua portuguesa na África: resistência e reinvenção nas literaturas africanas

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A língua portuguesa na África: resistência e reinvenção nas literaturas africanas

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No continente africano, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, países de língua portuguesa, partilham um chão histórico comum: a aventura colonial que, incontornavelmente, deixou, entre outras heranças, esse idioma. Assim, ao observar a história e as dinâmicas sociais e culturais desses países, torna-se nítida a ambivalência da presença da língua portuguesa nesses territórios. Se, por um lado, no passado, a língua portuguesa foi instrumento de dominação e exclusão daqueles que não a compreendiam, por outro, tornou-se ferramenta de insurreição anticolonial durante as lutas de libertação e instrumento de reivindicação da identidade nacional.  A experiência Nós da Língua, parte da exposição de longa duração do Museu da Língua Portuguesa, apresenta um percurso cultural, social, linguístico e histórico dessa língua no mundo. Com um acervo múltiplo, que reúne rico material fotográfico, entrevistas, trechos de filmes e documentários, videoclipes musicais e, sobretudo, um extenso conjunto de textos literários, a exposição revela que a língua portuguesa se tornou elemento constitutivo dessas sociedades, coabitando um espaço marcado pela diversidade linguística.  A língua portuguesa: instrumento de dominação ou de resistência?  As literaturas africanas de língua portuguesa tiveram importante papel na conscientização e resistência na luta contra as violências do regime colonial português. Por isso, as escolhas temáticas e estéticas dos textos literários sinalizam o empenho por uma expressão literária própria, ligadas ao modo como a língua vai se caracterizar em cada um desses países. As estratégias estéticas que marcam a ruptura dessas literaturas com a norma europeia evidenciam o engajamento na construção de uma autonomia literária pautada na construção das identidades nacionais.  A língua portuguesa, como língua oficial das instituições, do ensino ou da imprensa, muitas vezes não reflete a realidade cotidiana dessas localidades, onde as línguas nativas do tronco bantu, como o kimbundo, o kikongo e o umbundo, no caso de Angola, ou o tsonga, o ronga e o macua, no caso de Moçambique, ou ainda línguas crioulas como o forro, o lunguyê, o angolar, faladas em São Tomé e Príncipe, o kriol da Guiné-Bissau ou os crioulos barlavento e sotavento de Cabo Verde, são efetivamente o modo de comunicação da grande maioria das populações nas dinâmicas do cotidiano. O multilinguismo foi o ambiente no qual o português passou por interpenetrações, de forma que, como afirma o pesquisador moçambicano Francisco Noa (2017): “estas interferências e estas dinâmicas do Português oral, feito de inventividade, transgressão e de desvios à norma, que irão alimentar poderosamente as literaturas [...].” (p. 108).  No livro Pele negra, máscaras brancas, o intelectual Frantz Fanon (2008) argumenta que a linguagem é um dos modos de existir para o mundo; para o autor, uma pessoa negra colonizada possui modos distintos de falar (e existir) para os seus semelhantes colonizados e para o colonizador. Ao assumir a linguagem do colonizador, a pessoa colonizada passa por um processo de assimilação cultural a partir da linguagem. Segundo ele afirma: “Falar é estar em condições de empregar uma certa sintaxe, possuir a morfologia de tal ou qual língua, mas é sobretudo assumir uma cultura, suportar o peso de uma civilização.” (p. 33-4)  Sendo assim, a língua portuguesa, utilizada no passado como instrumento de dominação, gerou a exclusão daqueles que não a dominavam. Todavia, a assimilação cultural promovida pelo projeto colonial também possibilitou a ascensão social de uma parcela das populações africanas, formando uma burguesia da qual emergiu a maior parte da intelectualidade responsável pelas criações literárias de cunho nacionalista, articuladas com os movimentos de libertação nacional, sobretudo em meados das décadas de 1940 e 1950. Com o avanço das lutas anticoloniais das décadas seguintes, essa mesma língua passou a ser incorporada como arma ideológica no campo da literatura e como estratégia de unificação política.  Os processos de reapropriação da língua foram vários e diversos nesses países, como em Moçambique, a partir de 1975, onde o português foi utilizado como estratégia de unificação nacional e fez parte do projeto revolucionário da independência: “pela primeira vez, homens e mulheres oriundos de diferentes regiões, falando línguas diferentes, se definiam como cidadãos de um mesmo país” (Mendonça, 1988, p. 26). Com efeito, a língua portuguesa teve papel aglutinador na cultura nacional, participando da construção do projeto nacional pós-independência.  Quando a literatura transforma a língua  Ao voltarmos atenção especial para as literaturas presentes na exposição, em seus diversos temas e formas, podemos observar aspectos que marcam os processos de africanização da língua portuguesa, os quais permitem analisar a literatura e a própria língua portuguesa como campos de disputa e de reivindicação identitária.  As literaturas africanas foram constituídas “sob o signo da dualidade” (Macedo, 2001, p. 172), pois são resultado da imposição linguística do regime colonial português, mas operam como dispositivo de crítica à colonialidade. Essas literaturas configuram-se como um privilegiado espaço de observação das transformações da língua portuguesa e das dinâmicas sociais, culturais e históricas, na medida em que mostram que o texto literário pôde ser veículo de contestação contra a dominação colonial e instrumento de afirmação cultural. Nesse processo, a subversão linguística adquire contornos ideológicos, e cada um desses países se expressa em sua particularidade, afastando-se da ideia homogênea de integração pela língua.  As rupturas formais da linguagem que ocorrem no interior do exercício literário integram um processo de reinvenção da língua portuguesa, ampliam a plasticidade da língua portuguesa e marcam uma ruptura da norma do português europeu. Assim, funcionam como “afronta ao sistema de valores veiculado por essa língua” (Macêdo, 2001, p. 175), evidenciando as marcas da africanização da língua portuguesa. 

Angola Embora nascido em Portugal, em 1935, José Luandino Vieira adotou Angola como país de seu pertencimento. O escritor se destaca pela inventividade de sua produção lírica e ficcional, marcada pela experimentação com a língua portuguesa e pela incorporação de palavras das línguas do grupo bantu, como o kikongo e o kimbundo. Em sua obra, a língua se torna laboratório de criação. A produção literária do autor é exemplo do modo como a literatura se constitui e incorpora “esteticamente e de forma empenhada, as motivações da resistência ao colonialismo português”. (Fonseca, 2021, p. 57) Sua conexão com Luanda, capital do país, marca boa parte de seus textos (inclusive o nome literário que adota, uma vez que Luandino é referência à cidade), como se observa no poema "Canção para Luanda" (1957):  A pergunta no ar  No mar   Na boca de todos nós:  - Luanda onde está?  Silêncio nas ruas  Silêncio nas bocas  Silêncio nos olhos  [...]  Meninos nas ruas Caçambulas    Quigosas brincadeiras minhas e tuas  asfalto matou?  [...] Nesse poema, datado do período colonial em Angola, a representação do cotidiano luandense e a realidade concreta da sociedade são traços de um projeto literário que se volta para as dinâmicas das relações entre colonizador e colonizado. Para além do conteúdo de seus textos, a forma literária que assume mostra Luandino como um escritor que utiliza a poesia como afirmação de uma identidade angolana própria, em que os desvios lexicais, pela incorporação de palavras das línguas locais, tornam o texto de difícil compreensão para quem não fala a variedade angolana da língua portuguesa, como afirma a linguista moçambicana Perpétua Gonçalves (2000). 

Moçambique Noémia de Sousa, expoente da literatura moçambicana, é considerada a primeira-dama da poesia no país por sua atuação no que ficou conhecido como a Geração de 50. Ainda no período colonial, em meados das décadas de 1940-1950, sua lírica é exemplo da poesia de combate e, sobretudo, da interlocução entre a produção literária na África de língua portuguesa e a produção cultural e intelectual negra estadunidense, por meio da evocação a ritmos como o blues e os spirituals. A voz precursora de Noémia põe em relevo, em seus poemas, a representação do cotidiano e a exploração colonialista, como aponta a pesquisadora moçambicana Fátima Mendonça (1988, p. 22): “Pioneira de um caminho que se abria à escrita – o da afirmação de uma africanidade próxima da Negritude1 – Noémia de Sousa marca a eclosão da modernidade da poesia moçambicana.”  Noite morna de Moçambique e sons longínquos de marimbas chegam até mim     – certos e constantes – vindos nem eu sei donde.   Em minha casa de madeira e zinco,   abro o rádio e deixo-me embalar...  Mas as vozes da América remexem-me a alma e os nervos.   E Robeson e Maria cantam para mim   spirituals negros do Harlem.   “Let my people go”  – oh deixa passar o meu povo–,  deixa passar o meu povo–,   dizem.   [...] (Noémia de Sousa, "Let my people go", 1953)  Do mesmo período, destaca-se também a voz lírica do poeta José Craveirinha, arauto da poesia de combate, fortemente empenhada na luta anticolonial e na reivindicação de uma identidade nacional. O poeta é exemplo de como a literatura se torna espaço de experimentação linguística, com uma obra poética que tem como marca a reinvenção da língua portuguesa e que deixa um legado na literatura moçambicana, uma “‘tradição’ inventiva da língua” (Leite, 2002, p. 20) que reverbera ainda hoje na poesia contemporânea do país. De sua produção, destaca-se o poema “A fraternidade das palavras” (1999), em que o autor faz as palavras “ganguissarem” (do ronga, língua em que o termo significa namorar): Amigos: as palavras mesmo estranhas  se têm música verdadeira  só precisam de quem as toque  ao mesmo ritmo para serem  todas irmãs.  E eis que num espasmo  de harmonia com todas as coisas   palavras rongas e algarvias ganguissam neste satanhoco papel  e recombinam o poema. 

Cabo Verde A insularidade marca a literatura cabo-verdiana, de modo que o mar assume significações metafóricas: ora como caminho de chegada da aventura colonial portuguesa, ora como traço incontornável da identidade nacional. O bilinguismo e a presença das línguas crioulas nas dinâmicas sociais reverberam na literatura nacional. A geração de poetas conhecida como Geração do Suplemento Cultural, iniciada em 1958, empenhou-se por fazer da relação com o mar uma característica do ser cabo-verdiano. Dessa geração, destaca-se o escritor Ovídio Martins. Em sua lírica, “o sujeito poético afirma que tem dentro de si todos os mares e a resistência das cabras e dos búzios” (Secco, 2022); esse movimento de resistência, por via do uso da língua crioula, é notável no poema "O pescador":   Pescador ta bá pa mar    sem certeza de voltar  Amdjer ta fcá na terra      ta sperá ta sperá.   Ovídio Martins faz parte de uma geração que incorpora as línguas crioulas como matéria literária, em que escrever em crioulo se torna constatação de um passado histórico de injustiças e afirmação da identidade cabo-verdiana. O gesto intencional de escrever em crioulo desloca o português de sua centralidade: apesar de ser a língua oficial do país, o português divide espaço com os crioulos barlavento e sotavento na comunicação do cotidiano da população. Na experiência Nós da Língua, é possível encontrar o poema "Flagelados do vento leste", escrito pelo autor em 1962. O poema é inspirado no romance de mesmo nome, do consagrado escritor cabo-verdiano Manuel Lopes.   

Guiné-Bissau Nascida em 1959, Odete Samedo é uma intelectual de forte atuação na cultura e na política da Guiné-Bissau. Primeira escritora a publicar um livro de poemas no país, Entre o ser e o amar (1996), é reconhecida por escrever tanto em português como na língua crioula guineense, o kriol. Com uma escrita que revela as tensões coloniais, sua lírica é provocativa e interpela quem a lê quando questiona “Em que língua cantar as histórias que ouvi contar?”, verso do poema "Língua esvoaçante": A língua nasceu solta e desenvolta. Nasceu virada para fora de si, irmanada com os lábios, os dentes e as cordas vocais que lhe deram a fala, a música, o grito e o silêncio, próprio da caverna  onde livremente se encontra enclausurada. [...]  Em crioulo gritarei  A minha mensagem  Que de boca em boca Fará a sua viagem  Deixarei o recado Num pergaminho Nesta língua lusa  Que mal entendo [...]  O poema evoca a contradição do grito e do silêncio; essa ambivalência é construída quando o enunciado expõe o impasse entre o crioulo e a língua lusa, referência à língua portuguesa, que é usada por onde Odete Samedo como meio de elaborar as reminiscências históricas de sua sociedade, marcada pelo jugo colonial e pela luta pela libertação. A autora põe em relevo a marca da resistência cultural e social representada pela língua crioula guineense, formada pelo contato da língua portuguesa com as línguas africanas já faladas no território. A contradição exposta no poema ganha densidade quando se observa que, ainda que o português seja o idioma oficial do país, o crioulo guineense representa o principal meio de comunicação da população, falado por quase 90% dos habitantes do país, tornando-se marca identitária desse tecido cultural.

São Tomé e Príncipe Alda do Espírito Santo foi uma escritora e intelectual com forte presença na diáspora. Nascida em 1926, estudou em Lisboa, onde participou das atividades da Casa dos Estudantes do Império (CEI) e circulou entre a intelectualidade africana da época. Entre suas obras, destaca-se o livro de poemas É nosso o solo sagrado da terra (1978). O poema "No mesmo lado da canoa", presente neste livro, mostra a incorporação do crioulo forro, variedade do crioulo falado em São Tomé e Príncipe, na poesia da escritora:  É assim que eu te falo,  meu irmão contratado numa roça de café meu irmão que deixas teu sangue numa ponte ou navegas no mar, num pedaço de ti mesmo em luta   com o gandu [...]   O poema convoca um sentido de coletividade, em que o eu-lírico se dirige à classe trabalhadora das roças2 de cacau, aos pescadores e aos comerciantes da feira, construindo uma confraria numa dimensão de pertencimento à comunidade. Para a representação das dinâmicas entre colonizador e colonizado, utiliza o termo gandu, designação para tubarão, utilizado no poema como metáfora para o colonizador.  Conceição Lima, nascida em 1961, é uma poeta e prosadora que teve grande circulação da imprensa nacional, onde publicou grande parte de seus textos literários. Nome que representa a produção literária contemporânea do país na exposição, seu percurso poético percorre temas como a experiência colonial e o passado histórico escravagista a partir da perspectiva da insularidade característica de seu país. No poema "Manifesto imaginado de um serviçal" (2004), lê-se:  Chão inconquistado, chama-me teu que sobre minha fronte se esvai a lua esburacada na sanzala. Não mais regressarei ao Sul.   Morador interdito, ficarei nas tuas entranhas. Aqui, onde tudo   dei e me perdi. Morro sem respirar o hálito de uma outra cidade que adubei.  Irmãos: Deitai-me amanhã no terreiro à hora do sol nascente:   quero olhar de frente as plantações. Quero contemplar, morto e   inteiro, meu legado involuntário de africano em África desterrado.   [...]  Ilhas! Clamai-me vosso que na morte   Não há desterro e eu morro.   Coroai-me hoje     de raízes de sândalo e ndombó 3    Sou filho da terra. As continuidades coloniais são exploradas neste poema, que denuncia a exploração da mão de obra dos africanos forçados a trabalhar nas roças da colônia. Por outro lado, a escritora Olinda Beja, em seu poema "Lusofonia" (2007), manifesta uma posição distinta, na qual aponta para o sentido de união e afinidade cultural, sem desconsiderar a pluralidade e a diversidade do espaço falante do português:  Extensão imensurável  de raízes em solos longínquos  usos  costumes  sangues cruzados…  sonhos que ficaram perdidos nas pedras  a circundar o Globo das nossas vidas  estranhos?!  estranhos porquê?  talvez o sejamos na distância lusa  dos nossos palmeirais exóticos  panos garridos  gargalhar sensual e provocador  talvez o sejamos até no linguajar materno que no berço ouvimos  mas se hoje procuramos a essência  de um passado comum é porque aquele acento no coração de todos nós é a ave migratória dos nossos mares entrelaçados

Se, por um lado, o discurso que se constitui em torno da ideia de uma comunidade da língua funciona como instrumento de integração e conexão entre povos e culturas, por outro, as obras literárias evidenciam as diferenças e mostram que há singularidades em cada espaço falante do português, resultantes de processos históricos distintos. Assim, a mirada historiográfica permite entender o modo intencional como escritores e escritoras assumem o multilinguismo característico desses países, uma vez que “são experiências literárias que encenam as tensões advindas do uso da língua escrita em espaços plurilinguísticos”, como afirma Maria Nazareth Fonseca (2021, p. 20).  Portanto, as opções estéticas assumidas nos textos mostram que as transformações da língua portuguesa não são apenas um fenômeno linguístico decorrente do contato entre culturas, mas um gesto intencional de contestação contra um passado histórico de opressão. Por fim, é certo que, ao tomarem de empréstimo palavras e expressões das línguas africanas e crioulas, ao incorporarem ritmos e sonoridades e ao promoverem rupturas com a norma europeia da língua portuguesa, os escritores e escritoras africanas mostram que a língua portuguesa na África está sendo continuamente reinventada por aqueles que a receberam como herança, evidenciando a plasticidade da língua em suas diversas variações.

Notas [1] Negritude e o Harlem Renaissance foram movimentos estéticos e também políticos, encabeçados por intelectuais africanos em diáspora na Europa e nos Estados Unidos, que buscavam a exaltação dos valores culturais africanos por meio da música, literatura, etc. O poema "Let my people go" faz uma referência aos spirituals estadunidenses e foi primeiramente publicado na antologia Poesia Negra de Expressão Portuguesa, em 1953, organizada por Mário Pinto de Andrade e Francisco José Tenreiro. [2]  Modo como eram chamadas as lavouras de cacau em São Tomé e Príncipe. Assim como no Brasil, o regime colonial português adotou o sistema de plantation utilizando-se de mão de obra escravizada. [3] Do angolar (língua crioula falada em São Tomé e Príncipe, composta por elementos das línguas bantu e com origem nas populações angolanas que migraram para o país). Ndombó significa folhas de palmeira, frequentemente utilizadas para fazer vassouras ou para cobrir cubatas (habitações tradicionais).  

Referências bibliográficas  BEJA, Olinda. Lusofonia. In: BEJA, Olinda. Água Crioula. Coimbra: Pé de Página Editores, 2007.  FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.   FONSECA, Maria Nazareth. Apresentação. Revista da Academia Mineira de Letras, Belo Horizonte, v. 81, p. [inserir página inicial-final], 2021. Disponível em: https://academiamineiradeletras.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Revista-da-Academa-Mineira-de-Letras-%E2%80%93-Volume-81.pdf. Acesso em: 5 maio 2026.  GONÇALVES, Perpétua. Para uma aproximação língua-literatura em português de Angola e Moçambique. Via Atlântica, São Paulo, n. 4, p. 213-223, out. 2000.  LEITE, Ana Mafalda. A fraternidade das palavras. Via Atlântica, São Paulo, n. 5, p. 20-29, 2002. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/60760791/A_Fraternidade_das_Palavras20191001-93831-15446h1-libre.pdf. Acesso em: 2 jul. 2026.  MACÊDO, Tânia. O 'pretoguês' e a literatura de José Luandino Vieira. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 36, 2001. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3917. Acesso em: 26 maio 2026.  MENDONÇA, Fátima. Literatura moçambicana: a história e as escritas. Maputo: Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane, 1988.  NOA, Francisco. A contribuição das literaturas africanas no desenvolvimento da Língua Portuguesa. In: NOA, Francisco. Uns e outros na literatura moçambicana: ensaios. São Paulo: Kapulana, 2017.  SECCO, Carmen Lúcia Tindó. Mar, memória e metapoesia na lírica cabo-verdiana. Literafro: Portal da Literatura Afro-Brasileira, Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2022. Disponível em: https://www.letras.ufmg.br/literafro/literafricas/literatura-cabo-verdiana/1560-carmen-lucia-tindo-secco-mar-memoria-e-metapoesia-na-lirica-cabo-verdiana. Acesso em: 12 jun. 2026. 

AUTORA Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), mestra em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) e bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Conduz pesquisa na área das literaturas africanas de língua portuguesa, com ênfase na produção moçambicana de autoria feminina. Foi pesquisadora bolsista do grupo de estudos em Escrevivências, sob coordenação da escritora e Profa. Dra. Conceição Evaristo, durante sua titulação como catedrática (2022-2023), na Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP). Artista têxtil e pesquisadora, possui experiência em mediação de literatura, mediação cultural e desenvolvimento de projetos culturais. Atualmente atua como pesquisadora associada ao Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, onde investiga a presença da língua portuguesa no continente africano. 

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