Mão pesada

Museologic

itemType

Nato-digital

documentGenre

Audiovisual

additionalType

Videoclipe

previousRecordNumber

P13_VIDEO

recordNumber

noli_aud_94

Title

Mão pesada

Description

Videoclipe da canção “Mão pesada” , de Capicua e M7 Beat. Letra: Dou-te com a mão pesada quando é carinho ou quando é castigo Olho de cara lavada quando te digo que sou perigo Eu só tenho uma palavra dita na tua cara, clara como a água Eu agarro, eu não abraço, dás o dedo, quero o braço Rosa dos ventos no cabelo, estrela polar ao peito Porte de mulher do norte, forte, ar de respeito Jeito de quem traça a eito, comanda a valsa, Feito de ter graça, raça é o conceito Manda na praça e não disfarça que é rainha altiva Menina matriarca marca de cidade-diva Busto de granito esculpido no fio da navalha Curto é o pavio em rastilho, fagulha brava! (M7) Quem é que encanta com o sorriso de catraia Tem mão na anca, se preciso roda a saia Laia levada da breca, senão te curte é direta Não consegue pôr cara de quem recebe uma caneca Se o homem não se comporta, troca o canhão da porta E depois sai louca pa beijar na boca à carioca Porque tem pêlo na venta, Kahlo como a Frida Na vida, não se lamenta, aguenta de cabeça erguida. A prosa que enfeitiça, maga manha que conquista Dengosa sem preguiça, atiça a cobiça à vista Tem alma cigana, cigarra atarefada Sem calma comanda a cidade à desgarrada. (M7) Guerreira, arregaça as mangas e chega onde quer Veio mudar por estas bandas, o conceito de Mulher Antes só a fumar charros na banheira Que ficar a ganhar pó, com dó de si na prateleira Tripeira, com muito orgulho, tripa por qualquer bagulho Evita dizer "tem calma!", senão assumes barulho Quando ama é por inteiro, ergue à volta uma muralha Mas pensa nela primeiro, não se fica por migalha. Para onde aponta a bússola, é o azimute Para quando a afronta é explicita, é atitude Não iludo trago música translúcida no clube O zumbido ao teu ouvido é o efeito da altitude Grito sou guerreira, desnorteio, sou nortenha E impero porque carrego o meu sonho convicta Tripo, sou tripeira, de ferro sou ferrenha E não nego que mantenho o meu trono invicta!

material

Digital

duration

00:03:45

format

MP4

author

productionLocation

Portugal

productionNote

A obra demonstra a vitalidade do português como instrumento de afirmação identitária, neste caso, articulando uma narrativa de empoderamento feminino e orgulho regional com forte raiz nortenha. Este conteúdo conecta-se com o objetivo da experiência em mapear as novas movimentações e transformações da língua. A letra, ao amalgamar uma atitude desafiadora com referências culturais específicas e um ritmo musical atual, ilustra como o português opera como matéria-prima viva para a criação artística no século XXI. Dessa maneira, o vídeo contribui para ilustrar a plasticidade da língua e sua capacidade de veicular, de forma potente e atual, perspectivas sociais inovadoras e discursos que reconfiguram identidades no espaço lusófono.

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video

P13_VIDEO.mp4

acquisitionDate

2020-04-06

acquisitionMethod

Licenciamento

provenance

Ana Côrte-Real de Matos Fernandes (Capicua)

acquisitionNote

Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

itemExhibition

Portugal

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