Exhibitions

    Línguas africanas que fazem o Brasil

    24may202409feb2025
    A exposição "Línguas Africanas" foi realizada no Museu da Língua Portuguesa, na sala de exposições do primeiro andar, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana. A mostra destacou a influência das línguas dos habitantes da África Subsaariana, como o iorubá, eve-fom e as do grupo bantu, na configuração do português falado no Brasil. Essas línguas contribuíram significativamente para o vocabulário, a pronúncia e a entonação do português brasileiro, mesmo que essa influência não seja amplamente reconhecida pelos falantes. Essa herança linguística e cultural foi legada por cerca de 4,8 milhões de africanos trazidos ao Brasil de forma violenta entre os séculos 16 e 19, durante o regime escravocrata.

    A exposição recebeu o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas, impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Palavras como bunda, xingar, marimbondo, dendê, canjica, minhoca e caçula foram destacadas e podiam ser ouvidas nas vozes de pessoas que residem na região da Estação da Luz, onde o museu está localizado. Outro destaque foi a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, no Carnaval de 1996. Além disso, cerca de 20 mil búzios foram suspensos e distribuídos pelo ambiente.

    A exposição também contou com duas videoinstalações da artista visual fluminense Aline Motta. Na obra "Corpo Celeste III", emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala, a artista destacou formas milenares de grafias centro-africanas, especificamente as do povo bakongo. Já em "Corpo Celeste V", criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa, quatro provérbios em quicongo, umbundo, iorubá e quimbundo, traduzidos para o português, foram exibidos em movimento nas paredes. A baiana Rebeca Carapiá, um dos principais nomes da nova geração da escultura no país, assinou obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas, a partir de seu trabalho com metais.

    A exposição também mostrou como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português, como "Escravos de Jó" e "Abre a roda, tindolelê". Além dos búzios, a mostra explorou outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas, como os cabelos trançados e os turbantes. Outro exemplo da linguagem não-verbal foram os tambores, que compuseram uma cenografia com projeções criadas por Aline Motta, incluindo imagens do mar e trechos do texto "Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira", de Lélia Gonzalez.

    A exposição "Línguas Africanas" contou com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra e da CAIXA.

    Créditos

    Sponsor
    Patrocínio Master
    PetrobrásOrganization
    CCROrganization
    John Deere BrasilOrganization
    Apoio
    Itaú UnibancoOrganization
    Grupo UltraOrganization
    CaixaOrganization
    Organizer
    Museu da Língua Portuguesa RealizaçãoOrganization
    Governo do Estado de São Paulo RealizaçãoOrganization
    Curator
    Tiganá Santana CuradorPerson
    Mayara Carvalho Assistente de curadoriaPerson
    Other related organization
    Pesquisa Iconográfica e Textual
    Pesquisa Linguística Textual e Tradução
    Textos da exposição
    Consultoria
    Expografia
    Arquiteto
    Produção Executiva
    CasaplantaOrganization
    Julia de Francesco DiretoraPerson
    Design e Comunicação visual
    Consultoria audiovisual
    Desenho sonoro, gravação e mixagem
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    Produção de Acessibilidade
    Desenho de Interação e Programação de Reconhecimento de Fala
    Animação, Computação Gráfica IA e Concepção Espacial de Projeção
    Locação e instalação de equipamentos audiovisuais
    Locação e Instalação de equipamentos de iluminação
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    Produção audiovisual do documentário "Cadundó"
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    Direção e argumento do documentário Cafundó
    Montagem e Câmera do documentário Cafundó
    Fotógrafo
    Museologia
    Artista
    J. CunhaPerson
    Produção Geral do documentário Cafundó
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    Técnico de Som Direto do documentário Cafundó
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    Comunicação Visual
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