Museológico

A língua o rádio entre 1940 e 1960

08/04/2019

Identificação do documento/obra

Tipo documental
AudiovisualVideoGênero Documental
Código de Inventário
pobr_aud_12_07
Título
A língua o rádio entre 1940 e 1960
Descrição
O vídeo apresenta José Miguel Wisnik, homem adulto, pele branca, vestido com camisa social de cor clara, está sentado em um estúdio com fundo preto, sendo ele a única pessoa a aparecer na gravação.

José Miguel inicia sua fala explicando os motivos ligados a ressignificação do samba, bem como o processo que o transformou de manifestação perseguida para um ilustre elemento da identidade nacional brasileira. Em seguida discorre sobre as características e o processo de construção da Bossa Nova.

Características

Suporte/Material
Nato-digitalMaterial
Duração (HH:MM:SS)
00:04:37
Formato
MP4

Contexto de produção

Local de Produção
Contexto de produção
O módulo "Alô, Alô Brasil!" (1922-1960) descreve a efervescência de um país em transformação, com a urbanização, a massificação do rádio e a busca por uma identidade cultural moderna, impulsionada pelo ideário da Semana de 22. Esse contexto é fundamental para entender a trajetória do samba e o surgimento da Bossa Nova, como analisado pelo professor José Miguel Wisnik. Na primeira metade do século XX, sobretudo durante a Era Vargas, o samba passou por um processo de ressignificação. De ritmo originalmente marginalizado nas comunidades, associado a comportamentos negativos como a vadiagem, foi aos pouco apropriado e transformado pelas classes média e dominante. Ao final desse processo, o samba passa a ser entendido como símbolo nacionalista, um instrumento de unificação e identidade do Brasil. O rádio, veículo central de comunicação na época, ajudou a popularizar o samba-canção e as marchinhas, domesticando sua batuta inicial e criando uma "febre nacional" em torno de seus intérpretes. Já no final dos anos 1950, em um Brasil que se urbanizava rapidamente e aspirava à modernidade, a Bossa Nova surgiu como uma revolução silenciosa. Ela sintetizou a sofisticação harmônica do jazz norte-americano com a batida dissonante do samba, criando uma sonoridade íntima e cosmopolita. Se o samba foi elevado a símbolo do Brasil pelo Estado, a Bossa Nova o internacionalizou, concretizando a "originalidade brasileira" almejada pelos modernistas em uma linguagem nova e autêntica.

Contexto e relações

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Descritores

Entrada do objeto

Data de Entrada
01/02/2019
Método de Entrada
Licenciamento
Cessão
Proveniência
MOBR Content
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Relações

Item de acervo