Escultura Iorubá
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Iconográfico
Tipo documental
Fotografia
Incorporação Anterior
00530498001
AJ03486g.tif
Código de Inventário
pobr_ico_10_01
Título
Escultura Iorubá
Título Alternativo
Cabeça de Ifá
Descrição
Imagem de escultura Iorubá, apresenta uma cabeça com ornamentação no topo e perfurações enfileiradas na parte inferior do rosto, produzida entre os séculos XIV a.C. e XV a.C. Cabeça em latão (zinco com alto teor de chumbo), fundida pelo método da cera perdida, ligeiramente menor que o tamanho natural, em estilo naturalista. Apresenta uma coroa de construção complexa em três camadas com contas tubulares, rosetas vermelhas e penas. Na parte frontal, há um redondo cônico com anéis concêntricos, sugerindo contas, e um elemento em trança que termina em ponta oval. O rosto é alongado, com marcações verticais incisas e olhos pequenos, sobrancelha marcada, lábios lisos e sulcos no pescoço representando dobras de pele. Há linhas de furos no rosto e pescoço, incluindo um furo irregular na mandíbula direita.
URL
https://www.britishmuseum.org/collection/object/E_Af1939-34-1
Suporte/Material
Latão
Técnica
Incisão
Pintura
Fundição em cera
Largura (cm)
12,5
Altura (cm)
35
Local de Produção
África
Contexto de produção
A Escultura Iorubá insere-se em um contexto cultural e histórico marcado pela forte tradição artística do povo da África Ocidental. Os iorubás, habitantes do sudoeste da Nigéria e de regiões do Benim e Togo, desenvolveram notáveis expressões artísticas antes mesmo do contato com os europeus, incorporando elementos religiosos, sociais e políticos em suas esculturas. No século XIX, o tráfico transatlântico intensificou a chegada de africanos iorubás ao Brasil, especialmente para Salvador e o Recôncavo Baiano, onde foram submetidos à escravidão. Mesmo sob o cativeiro, preservaram sua identidade cultural e espiritual, consolidando práticas religiosas como o culto aos orixás, que mais tarde se fundiria ao candomblé jeje-nagô. As esculturas iorubás são frequentemente associadas ao universo sagrado, representando orixás, ancestrais e figuras protetoras. Criadas para cerimônias religiosas ou como objetos de culto, elas refletem a relação entre o mundo material e espiritual, sendo fundamentais para a preservação e transmissão dos saberes e tradições desse povo. A resistência cultural e a influência iorubá foram essenciais na formação da identidade afro-brasileira, tornando essas esculturas parte do patrimônio simbólico e artístico que atravessou o Atlântico, povoando o Brasil com memórias, ritos e expressões de fé.
Tópico relacionado
Língua Iorubá
África Subsaariana
Religião
Crença
Descritores
Nigéria
República do Benim
Togo
Data de Entrada
2019
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
The British Museum
Motivo da Entrada
Para compor a experiência expositiva Português do Brasil, no Museu da Língua Portuguesa. Seu licenciamento ocorreu no contexto da recomposição do acervo expositivo após o incêndio de 2015, integrando novamente a mostra na reabertura do museu em 2021.
Exposição
A travessia dos Orixás
Item de acervo
Cabeça de Bronze de Ifé
Data (textual)
Século XIV a.C. - XV a.C.
Coordenadas
-8.783195,34.508523,4