Escultura Iorubá

Museológico

Tipo

Nato-digital

Gênero documental

Iconográfico

Tipo documental

Fotografia

Incorporação Anterior

00530498001

AJ03486g.tif

Código de Inventário

pobr_ico_10_01

Título

Escultura Iorubá

Título Alternativo

Cabeça de Ifá

Descrição

Imagem de escultura Iorubá, apresenta uma cabeça com ornamentação no topo e perfurações enfileiradas na parte inferior do rosto, produzida entre os séculos XIV a.C. e XV a.C. Cabeça em latão (zinco com alto teor de chumbo), fundida pelo método da cera perdida, ligeiramente menor que o tamanho natural, em estilo naturalista. Apresenta uma coroa de construção complexa em três camadas com contas tubulares, rosetas vermelhas e penas. Na parte frontal, há um redondo cônico com anéis concêntricos, sugerindo contas, e um elemento em trança que termina em ponta oval. O rosto é alongado, com marcações verticais incisas e olhos pequenos, sobrancelha marcada, lábios lisos e sulcos no pescoço representando dobras de pele. Há linhas de furos no rosto e pescoço, incluindo um furo irregular na mandíbula direita.

URL

Suporte/Material

Latão

Técnica

Incisão

Pintura

Fundição em cera

Largura (cm)

12,5

Altura (cm)

35

Local de Produção

África

Contexto de produção

A Escultura Iorubá insere-se em um contexto cultural e histórico marcado pela forte tradição artística do povo da África Ocidental. Os iorubás, habitantes do sudoeste da Nigéria e de regiões do Benim e Togo, desenvolveram notáveis expressões artísticas antes mesmo do contato com os europeus, incorporando elementos religiosos, sociais e políticos em suas esculturas. No século XIX, o tráfico transatlântico intensificou a chegada de africanos iorubás ao Brasil, especialmente para Salvador e o Recôncavo Baiano, onde foram submetidos à escravidão. Mesmo sob o cativeiro, preservaram sua identidade cultural e espiritual, consolidando práticas religiosas como o culto aos orixás, que mais tarde se fundiria ao candomblé jeje-nagô. As esculturas iorubás são frequentemente associadas ao universo sagrado, representando orixás, ancestrais e figuras protetoras. Criadas para cerimônias religiosas ou como objetos de culto, elas refletem a relação entre o mundo material e espiritual, sendo fundamentais para a preservação e transmissão dos saberes e tradições desse povo. A resistência cultural e a influência iorubá foram essenciais na formação da identidade afro-brasileira, tornando essas esculturas parte do patrimônio simbólico e artístico que atravessou o Atlântico, povoando o Brasil com memórias, ritos e expressões de fé.

Tópico relacionado

Língua Iorubá

África Subsaariana

Religião

Crença

Descritores

Nigéria

República do Benim

Togo

Data de Entrada

2019

Método de Entrada

Licenciamento

Proveniência

The British Museum

Motivo da Entrada

Para compor a experiência expositiva Português do Brasil, no Museu da Língua Portuguesa. Seu licenciamento ocorreu no contexto da recomposição do acervo expositivo após o incêndio de 2015, integrando novamente a mostra na reabertura do museu em 2021.

Exposição

A travessia dos Orixás

Item de acervo

Cabeça de Bronze de Ifé

Data (textual)

Século XIV a.C. - XV a.C.

Coordenadas

-8.783195,34.508523,4