O vídeo começa apresentando o continente asiático, para em seguida destacar a China e após a localização de Macau. Ao final, indica as línguas oficiais, o número de habitantes e o de falantes de língua portuguesa.
Um pouco sobre Macau
“Macau, uma cidade apenas de 24 quilômetros quadrados (...) quase puramente voltada para divertir os instintos humanos. No entanto, curiosamente, descobre-se que, por entre as folhas e flores de lótus, símbolo desta terra, está sentada uma noiva de poesia a cantar, em voz baixa mas insistente. Embora enraizado na lama, persiste na sua pureza.” por Yao Feng
Macau, assim como Hong Kong, é uma região administrativa especial da República Popular da China desde 1999. Antes disso, a região pertenceu durante mais de 400 anos a Portugal, que fixou ali um entreposto comercial em 1513. A cidade, que era ponto estratégico para o comércio entre Japão, China e Europa, viveu o seu auge entre o fim do século XVI e o início do XVII. Até 1966, Portugal manteve com a China um acordo de “ocupação perpétua” sobre Macau, modificado nos anos 1980 e efetivado em 1999. Esse acordo de transferência de soberania de Portugal para a China prevê que, até 2050, as línguas oficiais de Macau sejam o português e o mandarim. Por esse motivo, é cada vez maior o número de macaenses interessados em estudar o português. Mas a língua é falada apenas pelos integrantes da comunidade luso-chinesa, cerca de 5% da população.
Línguas em extinção – Macau
Em Macau também resiste um crioulo de base portuguesa, chamado de macaísta, macaense ou patuá. Acredita-se que ele tenha sido levado para Macau por descendentes de portugueses vindos de Malaca, na Malásia, no século XVII, que falavam o papiá kristang ou “língua de cristão”. O macaísta ainda era falado como língua materna até as primeiras décadas do século XX, mas o desenvolvimento do ensino da língua oficial acelerou o seu processo de descrioulização. Hoje, ele conta com poucos falantes, apenas entre a população mais idosa e os militantes da manutenção da língua.
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