Até onde chega a sonda

Bibliográfico

Natureza do Item de acervo

Original

Tipologia documental

Livro

Código de referência

821.134.3(81) GALVÃO, P. OCS 2023/ Ex.1

Núcleo responsável

Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa

Título

Até onde chega a sonda

Sub-título

escritos profissionais

Eixo temático

Literatura

Autoria

Editor(es) / Organizador(es)

Silvana Jeha

Outras entidades

Eloah Pina

Silvana Jeha

Flávia Castanheira

Editora

Fósforo

Local de publicação

São Paulo

Ano de publicação

Numero de páginas

144

ISBN / ISSN

9786584568860

Referencial bibliográfico

GALVÃO, Patrícia. Até onde chega a sonda: escritos profissionais. Organização de Silvana Jeha. São Paulo: Fósforo, 2023.

Classificação Decimal Universal (CDU)

821.134.3(81)

Palavras-chave / Assuntos

Escritoras Brasileiras

Mulheres militantes

Militância Política e Intelectual

Sinopse

"Durante o Estado Novo, Patrícia Galvão, mais conhecida como Pagú — com acento, tal como assinava —, foi condenada por atividade comunista e detida em diversas prisões de São Paulo e do Rio de Janeiro entre 1936 e 1940, ocasião em que escreveu este texto. Até onde chega a sonda, de 1939, permaneceu inacabado e inédito até o presente momento, sendo uma de duas versões existentes. Trata-se, antes de tudo, de um escrito prisional que pode agora integrar um rol de livros do gênero, como os de Lima Barreto, Maura Lopes Cançado, Graciliano Ramos, Dyonélio Machado, entre outros. Diferente de todos os seus textos anteriores conhecidos, aqui se vê a face interior de Patrícia Galvão. O contexto de angústia e de tortura física e psicológica é refletido no livro a partir de um forte teor existencialista, de repúdio à racionalidade e de busca constante por salvação. As referências a As flores do mal, de Charles Baudelaire, à Bíblia e aos escritos de Pascal dão pistas para a leitura, que se transforma em verdadeira sondagem. O manuscrito combina monólogos de alguém no limiar da loucura com passagens de um diálogo amoroso entre dois personagens: Mulher e Homem Subterrâneo, este, clara alusão à Memórias do subsolo, de Fiódor Dostoiévski. A linguagem cifrada e a opção pela correspondência amorosa talvez tenha sido o modo encontrado para driblar a censura e revelam o quanto Patrícia estava conectada com seu tempo, desenvolvendo ideias filosóficas e imagens literárias que reverberariam em trabalhos posteriores, por exemplo, A famosa revista ou as crônicas dos jornais A Noite e A Tribuna. Antecedido por um prefácio em que Silvana Jeha e Eloah Pina contextualizam a obra da autora, destrincham as principais referências intelectuais do texto e indicam possíveis caminhos para mais estudos, o livro conta ainda com documentos do prontuário da autora no Deops, incluídos como anexos, que contrastam com a imagem cristalizada pela opinião pública — um manifesto inédito, a cronologia da autora, uma carta militante e listas de livros apreendidos que desmistificam os sensos comuns sobre essa intelectual pouco estudada. Cuidadosamente organizado por Jeha, Até onde chega a sonda é, portanto, uma nova porta de entrada ao universo de Patrícia Galvão; uma contribuição aos estudos e ao entusiasmo diante dessa mulher que foi, acima de tudo, símbolo de resistência."(Fonte: Site da editora)

Idioma(s)

Língua Portuguesa

Suporte / Material

Papel

Dimensões físicas

20 x 13,5 cm

Tipo de encadernação

Brochura

Condição física

Bom estado

Observações sobre conservação:

26/06/2026 - Data da última vistoria

Origem / Forma de ingresso

Doação

Data de entrada no acervo

2025-12-01

Imagem

imagem (8).jpg

Coordenadas

-23.5557714,-46.6395571,4