Astrolábio
Museológico
Tipo
Cópia / Reprodução
Gênero documental
Tridimensional
Tipo documental
Astrolábio
Código de Inventário
pobr_tri_04_01
Título
Astrolábio
Descrição
Réplica de astrolábio náutico, instrumento de navegação utilizado entre os séculos XV e XVII. Inspirada em um exemplar encontrado em naufrágio datado entre 1460 e 1650, esta réplica tem como referência o astrolábio preservado no Museu Nacional de Arqueologia de Portugal, proveniente do sítio arqueológico de São Julião da Barra, em Portugal. Utilizado por navegadores durante as Grandes Navegações, o astrolábio servia para medir a altura dos astros sobre o horizonte, permitindo calcular a latitude e auxiliar na orientação em alto-mar.
Suporte/Material
Isopor
Técnica
Impressão 3D
Tonalização Cromática
Largura (cm)
32,5
Altura (cm)
33,6
Profundidade (cm)
32,5
Autoria
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Local de Produção
Lisboa
Contexto de produção
O astrolábio tem origem nos estudos astronômicos da Grécia Antiga, especialmente de Hiparco e Ptolomeu, e foi aperfeiçoado no mundo islâmico entre os séculos VIII e IX, quando passou a ser utilizado para fins religiosos e científicos, como calcular horários de oração e a direção de Meca. No século XI, com a expansão do conhecimento árabe, o instrumento chegou à Europa, sendo adaptado à navegação marítima pelos portugueses nos séculos XV e XVI. O astrônomo judeu-português Abraão Zacuto foi um dos responsáveis por esse aperfeiçoamento em Lisboa, tornando o astrolábio um recurso essencial nas Grandes Navegações, usado por exploradores como Vasco da Gama e Cabral. O modelo náutico, simplificado e resistente, permitia medições em alto-mar mesmo em condições adversas. Sua difusão fez parte do esforço português de expansão e domínio marítimo, sendo hoje símbolo do cruzamento entre ciência, religião e colonização.
Tópico relacionado
Navegações
Expansão Marítima
Descritores
Portugal
Imagem
66135.jpg
Data de Entrada
2020
Método de Entrada
Aquisição
Proveniência
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Motivo da Entrada
A réplica do astrolábio foi incorporada ao acervo com o objetivo de enriquecer a abordagem curatorial da Exposição de Longa Duração reformulada após o incêndio de 2015. Sua presença visa representar, de forma material e simbólica, os instrumentos científicos utilizados durante a expansão marítima portuguesa, fundamentais para a navegação, conquista e administração de territórios coloniais. A peça contribui para contextualizar a difusão da língua portuguesa no mundo a partir de tecnologias associadas à exploração e ao controle espacial, permitindo ao público refletir criticamente sobre os vínculos entre ciência, poder e linguagem na formação do mundo lusófono.
Exposição
O mar sem fim é português
Data final
2020
Data (textual)
1460-1650
Dominio Público
0
Coordenadas
38.7222524,-9.1393366,4