Retrato de Diogo Cão

Museológico

Tipo

Digitalizado

Gênero documental

Iconográfico

Tipo documental

Gravura

Incorporação Anterior

HNJ1YA

Código de Inventário

pobr_ico_04_11

Título

Retrato de Diogo Cão

Descrição

Imagem de gravura do século XIX representando Diogo Cão, navegador e explorador português, conhecido por ter sido o primeiro europeu a explorar o rio Congo e as regiões costeiras do atual território de Angola e Namíbia. O retrato mostra o personagem de busto, com trajes renascentistas formais: túnica escura com gola rendada clara, manto de tecido espesso e boina. A imagem segue o estilo de retratos idealizados comuns no século XIX, sem base iconográfica contemporânea.

Suporte/Material

Papel

Autoria

Local de Produção

Não Identificado

Contexto de produção

Esta gravura do século XIX representa Diogo Cão, navegador português ativo na década de 1480, reconhecido como o primeiro europeu a explorar a foz do rio Congo e parte da costa atlântica da África, abrangendo os atuais territórios de Angola e Namíbia. A imagem se insere em uma tradição iconográfica que buscou representar os protagonistas da expansão marítima portuguesa, sobretudo no momento em que Portugal, entre 1420 e 1570, liderou a abertura de rotas oceânicas em busca de riquezas, territórios e influência cultural e religiosa além do Mar Mediterrâneo. Financiadas pelo Estado, pela burguesia mercantil e pela Ordem de Cristo, essas expedições reuniram navegadores, cartógrafos, construtores, missionários e mercadores de diferentes origens, e impulsionaram o desenvolvimento de tecnologias navais, instrumentos de navegação e uma nova visão geográfica do planeta. Neste processo, figuras como Diogo Cão desempenharam papel central na criação de rotas até então desconhecidas pelos europeus, ao mesmo tempo em que colaboraram para o estabelecimento de feitorias e marcos territoriais — os chamados padrões — ao longo da costa africana. A gravura idealizada de Diogo Cão reflete os valores e o imaginário do século XIX, quando houve um movimento de exaltação das figuras ligadas à formação do império marítimo português. Embora silencie os conflitos e assimetrias dessas interações, a imagem é representativa de um momento histórico em que a língua portuguesa foi lançada ao mar e começou a circular em escala global, gerando encontros culturais profundos e duradouros.

Tópico relacionado

Expansão Marítima

Colonização

Navegações

Descritores

Portugal

Angola

Namíbia

África

Diogo Cão

Imagem

HNJ1YA.jpg

Data de Entrada

2019-11-01

Método de Entrada

Licenciamento

Proveniência

Alamy Stock Photo

Prisma Archivo

Motivo da Entrada

Imagem incorporada ao acervo com o objetivo de integrar a Exposição de Longa Duração do Museu da Língua Portuguesa, reformulada após o incêndio de 2015. A imagem da obra contribui para a composição do núcleo dedicado aos navegadores portugueses e aos processos históricos de circulação da língua portuguesa entre continentes.

Exposição

O mar sem fim é português

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Data (textual)

Século XIX