Rota da escravatura
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Audiovisual
Tipo documental
Depoimento especializado
Incorporação Anterior
A18_VIDEO
Código de Inventário
noli_aud_12
Título
Rota da escravatura
Descrição
O vídeo apresenta o historiador angolano Simão Souindoula, no qual ele mostra pontos importantes que fizeram parte do contexto de comércio escravocrata.
Suporte/Material
Digital
Duração (HH:MM:SS)
00:04:15
Formato
MP4
Autoria
Simão Souindoula
Joana Gorjão Henriques
Jornal Público
Local de Produção
Angola
Contexto de produção
O material utilizado neste item integra a série documental “Rota da Escravatura”, produzida pelo jornal Público em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, em 2016. A série foi concebida para investigar de maneira aprofundada a história e os impactos contemporâneos do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O episódio dedicado a Angola foi filmado em cidades e regiões que desempenharam papéis centrais no comércio de africanos destinados às Américas, sobretudo ao Brasil. Os registros incluem paisagens urbanas e portuárias, locais de memória e entrevistas com especialistas. A presença do historiador Simão Souindoula confere ao episódio um caráter documental e interpretativo fundamental. Como estudioso da história da escravização no mundo atlântico e membro de iniciativas dedicadas à preservação da memória africana, Souindoula contextualiza o processo que transformou Angola em um dos maiores centros de captura, tráfico e embarque de pessoas escravizadas nos séculos XVI a XIX. As entrevistas explicam aspectos estruturais desse sistema, incluindo as rotas internas de aprisionamento, a organização econômica do tráfico e as interferências coloniais que remodelaram profundamente sociedades e territórios angolanos. A produção do vídeo ocorre em um momento de crescente interesse público sobre processos de descolonização e revisão crítica da história atlântica. Ao revisitar locais marcados pela violência e pela ruptura de laços familiares e culturais, a série busca iluminar a dimensão humana do tráfico e suas consequências duradouras. O episódio enfatiza a importância da memória histórica para compreender desigualdades que persistem até hoje, tanto em Angola quanto em países formados pelo trabalho forçado de africanos escravizados. Na instalação Nós da Língua Portuguesa, esse material amplia o entendimento do papel que Angola desempenhou na constituição do mundo lusófono. A circulação da língua portuguesa pelo Atlântico foi profundamente atravessada pelo sistema escravista, que deslocou milhões de pessoas e produziu novos contextos linguísticos, culturais e religiosos. Ao incorporar esse vídeo, a exposição evidencia que a história da língua não pode ser separada da história da violência que moldou as relações entre África, América e Europa. O depoimento de Souindoula contribui para uma leitura crítica da herança da escravidão e para a compreensão de como a memória desse passado ainda estrutura identidades e práticas culturais no presente.
Tópico relacionado
Identidade
Racismo
Religião
Escravidão
Lutas identitárias
Descritores
Portas do Mar
Museu Nacional da Escravatura
Palácio Sona Ana Joaquina
Baleizão
Data de Entrada
2019-11-19
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Rádio e Televisão de Portugal S.A.
Motivo da Entrada
Para compor exposição de Longa Duração do Museu da Língua Portuguesa.
Exposição
Angola
thumbnailUrl
https://m-lingua-portuguesa.s3.sa-east-1.amazonaws.com/872a77dd6f7652846bbe8f91511826dd.png
Data final
2016
Coordenadas
-11.202692,17.873887,4