Ser negro em Angola
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Audiovisual
Tipo documental
Depoimento especializado
Incorporação Anterior
A17_VIDEO
Código de Inventário
noli_aud_11
Título
Ser negro em Angola
Descrição
O vídeo começa apresentando as reflexões do rapper angolano Sacerdote acerca de como é ser negro em Angola. Em seguida, em meio a diversas cenas do cotidiano angolano, Elias Isaac, Indira Mateta, Sizaltina Cutaia, Ana Clara Guerra Marques, Luaty Beirão, discorrem sobre questões históricas e político-sociais que envolvem essa nação. Transcrição dos trechos do vídeo:
Suporte/Material
Digital
Duração (HH:MM:SS)
00:06:30
Formato
MP4
Autoria
Rádio e Televisão de Portugal - RTP
Sacerdote
José Patrocínio
Indira Mateta
Sizaltina Cutaia
Ana Clara Guerra Marques
Luaty Beirão
Local de Produção
Angola
Contexto de produção
Os trechos utilizados neste item pertencem à série jornalística “Racismo em Português”, produzida pelo jornal Público em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, em 2015. A série foi concebida para investigar como o racismo se manifesta em diferentes países de língua portuguesa, reunindo reportagens de campo, entrevistas e análises sociopolíticas. O episódio gravado em Angola foi filmado majoritariamente em Luanda e em bairros populares conhecidos como musseques, espaços marcados por desigualdades históricas e por intensos processos de transformação social. A reportagem conduzida pela jornalista Joana Gorjão Henriques busca registrar múltiplas perspectivas sobre raça, cor e desigualdade no contexto angolano contemporâneo. As entrevistas apresentam moradores, artistas, ativistas, líderes comunitários e profissionais de áreas diversas, cada um trazendo experiências concretas de discriminação, colorismo e tensões herdadas do período colonial. A presença de depoimentos de pessoas brancas, negras e mestiças reforça a complexidade do debate e evidencia como diferentes grupos percebem suas posições na sociedade pós-independência. A produção do vídeo se insere em um momento de crescente discussão pública sobre as continuidades do colonialismo em Angola. Mesmo após décadas de independência, estruturas mentais e hierarquias raciais permanecem visíveis no cotidiano, especialmente nos espaços urbanos. A fala de ativistas e artistas destaca essas permanências e traz à tona debates sobre autoestima negra, padrões de beleza, desigualdade de oportunidades e violência simbólica. Na instalação Nós da Língua Portuguesa, esse material contribui para ampliar a compreensão de como a língua e a identidade se constroem também por meio das relações sociais e raciais. A presença do português em Angola não pode ser dissociada da história de dominação, resistência e reconstrução que atravessa o país. O vídeo reforça o entendimento de que a língua é praticada e transformada em contextos marcados por desigualdades estruturais e que a experiência de ser angolano envolve uma negociação diária entre passado colonial, tensões atuais e projetos de futuro. Dessa forma, o depoimento integra à exposição uma camada fundamental de reflexão sobre negritude, cidadania e pertença no universo lusófono.
Tópico relacionado
Identidade
Colonialismo
Racismo
Racismo Institucional
Descritores
África
Data de Entrada
2019-11-19
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Rádio e Televisão de Portugal S.A.
Motivo da Entrada
Para compor exposição de Longa Duração do Museu da Língua Portuguesa.
Exposição
Angola
thumbnailUrl
https://m-lingua-portuguesa.s3.sa-east-1.amazonaws.com/3dd429ee65e0029b8c82e7672e39b560.png
Data final
1978-08-10
Coordenadas
-11.202692,17.873887,4