Libanesa vendedora de quitutes árabes
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Iconográfico
Tipo documental
Fotografia
Incorporação Anterior
imigrantes_3_1
Código de Inventário
pacr_ico_04
0002461
Título
Libanesa vendedora de quitutes árabes
Descrição
Imagem fotográfica em preto e branco retratando uma comerciante de origem libanesa, vendendo quitutes no bairro da Liberdade com o braço estendido diante de uma cesta repleta de alimentos. A mulher veste um vestido simples e utiliza um lenço cobrindo a cabeça.
Local de Produção
Não Identificado
Contexto de produção
A imigração síria e libanesa se destaca como uma das mais expressivas do início do século XX, trazendo ao país novas redes de sociabilidade, comércio, religiosidades, festas, sabores e modos de expressão que se tornaram familiares ao cotidiano brasileiro. O fluxo migratório dessa região começou a se intensificar no final do século XIX e cresceu nas primeiras décadas do século XX. Muitos vieram fugindo de crises políticas, do recrutamento militar compulsório do Império Otomano e de dificuldades econômicas no Oriente Médio. Ao chegarem ao Brasil, sírios e libaneses encontraram espaço para reconstruir a vida e se integraram progressivamente ao tecido social do país. Grande parte iniciou suas atividades como mascates, percorrendo ruas, feiras e pequenos povoados com tecidos, utensílios e miudezas. Com o tempo, abriram lojas, mercearias, armarinhos e comércios, tornando-se parte permanente da vida urbana e impulsionando a economia das cidades em expansão, especialmente em São Paulo. A presença também se fez notar no Norte e no Sul, criando vínculos regionais duradouros e redes familiares que se estenderam por gerações. A convivência entre sírios, libaneses e brasileiros ampliou o repertório cultural e linguístico do país. Termos ligados à culinária, ao comércio e ao convívio familiar se incorporaram ao português brasileiro, trazendo palavras como quibe, esfiha, tabule, bazar e mascate, além de gestos de hospitalidade, sabores marcantes e modos de interação que hoje parecem inseparáveis da vida brasileira. A imigração síria e libanesa revela que a língua se transforma quando diferentes povos compartilham território, trabalho e memória. Ao lado de tantas outras presenças migratórias, sírios e libaneses contribuíram para tornar o português falado no Brasil mais diverso e sensível às trocas culturais. A cada encontro, novos sentidos surgem, e a história desses imigrantes segue inscrita nas falas, nos pratos, nos mercados e nos afetos do Brasil contemporâneo.
Imagem
imigrantes_3_1.png
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Fundação Roberto Marinho
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.
Exposição
Línguas de imigrantes
Data (textual)
Sem Data
Disclaimer
1