Guató
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Iconográfico
Tipo documental
Ilustração digital
Código de Inventário
Exp_NhePora_174
Título
Guató
Descrição
Desenho de árvore intitulada: Guató, pela artista visual Daiara Tukano. A ilustração é produzida em fundo branco. No centro, há uma palmeira estilizada com tronco reto e escuro, que se alarga levemente na base. A copa é formada por folhas longas e arqueadas, dispostas em várias direções, criando um aspecto volumoso e simétrico. Próximo ao tronco, está escrito em letras pequenas a palavra “Guató”.
Suporte/Material
Digital
Técnica
Ilustração digital
Autoria
Daiara Tukano
Local de Produção
Não Identificado
Contexto de produção
A obra foi concebida para integrar a exposição Nhe'ẽ Porã: Memória e Transformação, que marcou a abertura da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e coordenada pela UNESCO em escala global. Essa iniciativa reforça a importância da preservação das línguas originárias e da valorização das culturas indígenas, articulando memória, território e diversidade. A exposição insere-se em um cenário fértil da arte indígena contemporânea no Brasil, protagonizado por artistas como Daiara Tukano e Jaider Esbell, que ampliam o diálogo entre tradição e contemporaneidade. É relevante destacar a situação de línguas indígenas brasileiras que enfrentam risco de desaparecimento, como a língua Guató. Pertencente a uma família linguística isolada, sem relação comprovada com outras línguas, ela é tradicionalmente falada pelo povo Guató, habitantes do Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Historicamente conhecidos como “canoeiros do Pantanal”, os Guató mantêm uma profunda relação com os rios e áreas alagadas. Atualmente, a língua é considerada criticamente ameaçada, com pouquíssimos falantes fluentes, majoritariamente idosos. Ao longo do século XX, processos de dispersão e perda territorial reduziram drasticamente seu uso, tornando o português predominante nas comunidades. Hoje, a Guató sobrevive em contextos restritos, como rituais e práticas culturais, sendo alvo de iniciativas de revitalização que buscam garantir sua continuidade como patrimônio imaterial.
Tópico relacionado
Indígenas na arte
Arte contemporânea indígena
Natureza
Flora brasileira
Línguas Indígenas
Descritores
Mato Grosso / MT
Mato Grosso do Sul / MS
Imagem
202207141319_0007.jpg
Data de Entrada
2022-10-11
Método de Entrada
Licenciamento
Proveniência
Acervo Daiara Tukano
Motivo da Entrada
Composição da exposição: Nhe'ẽ Porã: Memória e Transformação.
Exposição
Língua é Memória [Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação] [Nhe’ẽ Porã]
Data final
2022