Voz de sangue
Museológico
Tipo
Nato-digital
Gênero documental
Audiovisual
Tipo documental
Video
Incorporação Anterior
A05_VIDEO
Código de Inventário
noli_aud_04
Título
Voz de sangue
Descrição
Ao som da locução do poema “Voz de sangue”, do escritor angolano António Agostinho Neto — interpretado pela atriz angolana Heloisa Jorge —, um vídeo registrado por volta da década de 1970 apresenta cenas do cotidiano, revelando fragmentos da vida e da atmosfera social daquele período. Voz de sangue Palpitam-me os sons do batuque e os ritmos melancólicos do blue. Ó negro esfarrapado do Harlem ó dançarino de Chicago ó negro servidor do South Ó negro de África negros de todo o mundo Eu junto ao vosso magnífico canto a minha pobre voz os meus humildes ritmos. Eu vos acompanho pelas emaranhadas áfricas do nosso rumo. Eu vos sinto negros de todo o mundo eu vivo a nossa história meus irmãos.
Suporte/Material
Digital
Duração (HH:MM:SS)
00:01:08
Formato
MP4
Autoria
Agostinho Neto
Heloisa Jorge
Local de Produção
Não Identificado
Contexto de produção
Este item integra o módulo dedicado a Angola na experiência Nós da Língua Portuguesa, instalada na extensa parede de 30 metros ao final da Rua da Língua. Produzido a partir dos princípios curatoriais que orientam toda a instalação, o conteúdo reforça a proposta de evidenciar a diversidade, historicidade e vitalidade da língua portuguesa em diferentes territórios. O vídeo, originalmente filmado por volta da década de 1970, foi selecionado para compor a Linha de Contato, faixa central de monitores que apresenta imagens, sons e depoimentos associados aos eixos de intercâmbio, ruptura e invenção. Esses eixos refletem processos fundamentais da história angolana: o encontro entre culturas, as tensões do colonialismo, as lutas pela independência e a afirmação de novas identidades culturais e linguísticas. A locução do poema “Voz de sangue”, de António Agostinho Neto — figura central da literatura e da luta pela libertação de Angola —, foi adicionada posteriormente e interpretada pela atriz angolana Heloisa Jorge. A escolha do poema e da intérprete visa aprofundar a experiência sensorial e histórica do visitante, conectando as imagens de época às dimensões afetivas, políticas e poéticas que marcam a trajetória do país. Ao integrar poesia, memória audiovisual e referências à luta pela autonomia, o item contribui para revelar a língua portuguesa como expressão social, cultural e política em constante transformação, alinhando-se à missão da instalação de apresentar um panorama plural da lusofonia.
Tópico relacionado
Poesia
Lutas identitárias
Independência
Tradição
Descritores
Angola
Video
A05_VIDEO.mp4
Exposição
Angola
Data final
2021