Ornamentação

Museológico

Tipo

Digitalizado

Gênero documental

Iconográfico

Tipo documental

Fotografia

Incorporação Anterior

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Código de Inventário

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Título

Ornamentação

Descrição

Arquitetura Imagem de parede de construção com ornamentos geográficos, como triângulos e linhas retas, com cores predominantes marrom e preto.  A capital do reino fon do Daomé, Abomé, era uma cidade imponente, com um conjunto de palácios – cada novo rei construía o seu – cercados por altos muros de barro. Esses conjuntos de grandes prédios de plantas retangulares, com varandas que se abriam para vários pátios, tinham, em alguns casos, suas paredes ornadas com baixos-relevos coloridos. Uma grande residência familiar iorubá chamava-se ilê agbo [rebanho de casas]. Era também um conjunto de habitações cercado por um muro de barro ou paredes de esteiras, com varandas voltadas para os pátios internos. Os palácios dos reis, ou obás, distinguiam-se das moradas familiares comuns pelo tamanho e também pelas colunas de madeira, profusamente esculpidas, que sustentavam os alpendres.

Suporte/Material

Digital

Local de Produção

Não Identificado

Contexto de produção

A presença de padrões geométricos na cultura material dos povos Iorubá e Eve-fon representa um sistema estético e cosmológico profundamente enraizado. Mais do que simples ornamentação, a aplicação de linhas, triângulos e outros motivos em construções e objetos constitui uma linguagem visual que comunica valores sociais, crenças religiosas e identidades coletivas. A escolha e a disposição dos elementos não são arbitrárias; seguem convenções ancestrais que transmitem saberes específicos. Os triângulos, por exemplo, podem estar associados a símbolos de proteção ou a determinadas divindades (orixás/voduns), atuando como grafismos sagrados que demarcam espaços ritualísticos. As linhas entrelaçadas, por sua vez, podem simbolizar a interconexão da comunidade, a continuidade da linhagem ou o próprio movimento da vida. Esta rica tradição artística foi trazida para o Brasil por meio do deslocamento forçado de milhões de africanos, originários dessas regiões, entre os séculos XVII e XIX. Embora o contexto da escravidão tenha imposto severas limitações à expressão cultural, a resistência e a adaptação permitiram que elementos fundamentais desta estética não só sobrevivessem como também se reinventassem.

Tópico relacionado

Iorubá

Língua Iorubá

Povos Iorubá

Língua Eve-fon

Povo Eve

Diáspora africana

Construção

Arte

Ornamento

Data de Entrada

2020

Motivo da Entrada

Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.

Exposição

Iorubá e Eve-fon

Data (textual)

Séculos XXI

Disclaimer

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