Ornamentação
Museológico
Tipo
Digitalizado
Gênero documental
Iconográfico
Tipo documental
Fotografia
Incorporação Anterior
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Código de Inventário
pacr_ico_25
Título
Ornamentação
Descrição
Arquitetura Imagem de parede de construção com ornamentos geográficos, como triângulos e linhas retas, com cores predominantes marrom e preto. A capital do reino fon do Daomé, Abomé, era uma cidade imponente, com um conjunto de palácios – cada novo rei construía o seu – cercados por altos muros de barro. Esses conjuntos de grandes prédios de plantas retangulares, com varandas que se abriam para vários pátios, tinham, em alguns casos, suas paredes ornadas com baixos-relevos coloridos. Uma grande residência familiar iorubá chamava-se ilê agbo [rebanho de casas]. Era também um conjunto de habitações cercado por um muro de barro ou paredes de esteiras, com varandas voltadas para os pátios internos. Os palácios dos reis, ou obás, distinguiam-se das moradas familiares comuns pelo tamanho e também pelas colunas de madeira, profusamente esculpidas, que sustentavam os alpendres.
Suporte/Material
Digital
Local de Produção
Não Identificado
Contexto de produção
A presença de padrões geométricos na cultura material dos povos Iorubá e Eve-fon representa um sistema estético e cosmológico profundamente enraizado. Mais do que simples ornamentação, a aplicação de linhas, triângulos e outros motivos em construções e objetos constitui uma linguagem visual que comunica valores sociais, crenças religiosas e identidades coletivas. A escolha e a disposição dos elementos não são arbitrárias; seguem convenções ancestrais que transmitem saberes específicos. Os triângulos, por exemplo, podem estar associados a símbolos de proteção ou a determinadas divindades (orixás/voduns), atuando como grafismos sagrados que demarcam espaços ritualísticos. As linhas entrelaçadas, por sua vez, podem simbolizar a interconexão da comunidade, a continuidade da linhagem ou o próprio movimento da vida. Esta rica tradição artística foi trazida para o Brasil por meio do deslocamento forçado de milhões de africanos, originários dessas regiões, entre os séculos XVII e XIX. Embora o contexto da escravidão tenha imposto severas limitações à expressão cultural, a resistência e a adaptação permitiram que elementos fundamentais desta estética não só sobrevivessem como também se reinventassem.
Tópico relacionado
Iorubá
Língua Iorubá
Povos Iorubá
Língua Eve-fon
Povo Eve
Diáspora africana
Construção
Arte
Ornamento
Data de Entrada
2020
Motivo da Entrada
Para integrar o acervo de exposição do MLP, após o incêndio de 2015 e a reformulação da exposição de longa duração em 2021.
Exposição
Iorubá e Eve-fon
Data (textual)
Séculos XXI
Disclaimer
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